terça-feira, 17 de outubro de 2023

Outubro Rosa: Desigualdade social tem reflexos no diagnóstico de câncer de mama

 




Levantamento revela que entre mulheres com ensino fundamental e das classes D e E é maior a desinformação. Descoberta tardia derruba chance de cura para 50% entre diagnosticadas com o tipo de carcinoma.

Segundo o Instituto Oncoguia, quando o câncer de mama é diagnosticado precocemente a chance de cura é de 95%. Por outro lado, quando a descoberta é tardia essa taxa cai para 50%. “O Brasil já tem uma lei federal, a chamada Lei dos 30 dias, aprovada em 2019 (nº 13.896), e que garante a realização de exames de câncer em até um mês, da data da suspeita da doença. A implementação dessa lei, aliada ao Outubro Rosa, campanha massiva para disseminar entre a população a importância dos exames periódicos, é o que pode fazer com que os casos do câncer que hoje mais mata mulheres no Brasil caiam significativamente”, explica a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes.

O Outubro Rosa é uma campanha que começou nos Estados Unidos, na década de 1990, e desembarcou no Brasil em 2002. Em 2011, a campanha passou a incluir a prevenção do câncer de colo de útero e a atenção à saúde da mulher como um todo. Mas, apesar de campanhas e uma lei que garante celeridade no diagnóstico para que possa acontecer o início de tratamento o mais rápido possível, levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), divulgado em 2022, mostra que o câncer de mama segue ocupando o primeiro lugar no país do câncer que mais mata mulheres (16,1% do total de óbitos por tumores malignos).


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Outra pesquisa, divulgada pelo Datafolha no início do mês, revela ainda que o conhecimento sobre o câncer de mama é menor entre mulheres menos escolarizadas e das classes D/E. Entre as mulheres com nível superior, 78% se classificaram como bem-informadas, enquanto entre as mulheres com o ensino fundamental, apenas 64% se consideram bem-informadas. Na separação por classes econômicas, 85% das mulheres das classes A/B são classificadas como bem-informadas, contra 58% das que estão nas classes D/E. O mesmo levantamento do Datafolha revelou que as mulheres pretas (28%) e pardas (33%) relatam mais dificuldade para obter informações sobre o câncer de mama do que as brancas (20%).

“Esses são números que repetem outros absurdos decorrente dessa desigualdade, como o que foi apresentado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste ano: dos 1.437 feminicídios que ocorreram no país, em 2022, 61,1% foram cometidos contra mulheres negras e 71,9% contra mulheres entre 18 e 44 anos”, lembra o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar. “Temos que quebrar essa rotina de discriminação em todos os âmbitos, e isso inclui a política de saúde, para termos uma sociedade mais justa e humana”, avalia.

Observatório da Oncologia do Movimento Todos Juntos contra o Câncer confirma o prejuízo dessa desigualdade sobre a vida de mulheres negras. Levantamento feito pela ONG, e divulgado este ano, mostrou que, em média, as mulheres brancas levam 37 dias para obter a confirmação do câncer de mama. Entre as mulheres pretas e pardas, essa média é de 42 dias. “A conscientização das pessoas e os cuidados para a prevenção podem salvar vidas e o diagnóstico precoce de qualquer câncer é fundamental para o sucesso do tratamento e, consequentemente, cura das pacientes”, reforça o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles.

Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Assédio Sexual: vítimas rompem o silêncio e aumentam denúncias





O assédio sexual é considerado crime. Saiba mais sobre o assunto

Estudos mostram que ainda existe uma grande dificuldade não só de registrar as denúncias, tendo em vista a necessidade de comprovação e evidência de que foi assédio sexual, mas também de responsabilização dos agressores. Mesmo assim, tem aumentado no Brasil o número de denúncias relativas a esta prática.


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Em 2021, mais de três mil casos de assédio sexual foram registrados na Justiça do Trabalho no Brasil. Segundo os dados da Pearson, a maior parte das denúncias acabam em acordo ou decisão parcial quando não há o reconhecimento (em sua totalidade) do assédio. Somente em 1% das denúncias a Justiça reconheceu que houve o assédio.

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De janeiro a julho de 2023, o Ministério Público do Trabalho registrou 831 denúncias de assédio sexual em todo o país. No mesmo período de 2022, foram 393 denúncias.

O que é assédio sexual?

Assim como o assédio moral, o assédio sexual também está presente no ambiente de trabalho e é definido como “constrangimento com conotação sexual” e que atenta contra a dignidade humana e a integridade física e psicológica, de acordo com o Tribunal Superior do Trabalho. Em outras palavras, é uma outra forma de violência dentro do ambiente de trabalho ou em função das atividades no trabalho. Já tem previsões em lei que criminaliza o assédio sexual, como no artigo 216 – A do Código Penal Brasileiro, com pena de 1 a 2 anos (com agravantes).

O que caracteriza o assédio sexual?

Duas categorias caracterizam assédio sexual. Assim como assédio moral, esse tipo de violência também corresponde a comportamentos repetitivos e constantes, mas que se apresentam de duas formas:

  • Assédio sexual por intimidação: comportamentos que intimidam, humilham e que tornem o ambiente de trabalho hostil. Além de “propostas” constrangedoras e que violem à dignidade humana, a liberdade sexual e a integridade física e psicológica;
  • Assédio sexual por chantagem: ocorre quando há uma exigência de conduta sexual em troca de benefícios ou para evitar prejuízos no ambiente de trabalho.

Como acontece o assédio sexual?

  • Contato físico indesejado e sem consentimento;
  • Expressões, falas, olhares, gestos, envio de imagens e mensagens, comentários, entre outras formas de constranger, intimidar e chantagear;
  • Convites insistentes e impertinentes;
  • Chantagens para obter favorecimento em ambiente de trabalho;
  • Ameaças e uso de força física;
  • Intimidações com incitações sexuais inoportunas;
  • Provocações sexuais inoportunas no ambiente de trabalho que tem como objetivo prejudicar, constranger, intimidar, humilhar uma pessoa

Quem comete o assédio sexual?

  • Podem ser (mas nem sempre) pessoas de níveis hierárquicos superiores;
  • Podem ser fornecedores, clientes, autoridades e outros;

Fonte: Sindicato dos bancários de Santos 



Bancários reclamam da falta de transparência do SEEB/MA

 






Há um longo período em que bancários têm manifestado preocupações significativas a respeito da falta de transparência na gestão do Sindicato dos Bancários do Maranhão. Uma questão que chama a atenção é a limitada informação disponível 👉 no portal de transparência do sindicato (clique aqui), o qual, ao ser acessado, revela que as receitas e despesas não são detalhadas com informações específicas sobre beneficiários, locais e valores de pagamentos.

Apesar de ocorrer anualmente uma assembleia para aprovação da prestação de contas, os documentos correspondentes só são disponibilizados fisicamente no próprio dia da assembleia. Essa prática dificulta, e até mesmo inviabiliza, qualquer averiguação adequada dos documentos.

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Vale destacar que bancários já formalizaram solicitações, por meio de requerimentos, para acesso antecipado aos documentos, antes da realização da assembleia de prestação de contas, no entanto, essas solicitações permanecem sem respostas claras.

A Oposição Bancária do Maranhão, através do princípio constitucional da publicidade, em consonância com a preocupação dos bancários, reforça a necessidade de uma gestão sindical mais transparente e acessível. É fundamental que cada centavo de receita do sindicato seja tratado com a máxima transparência, uma vez que esses recursos provêm do árduo trabalho dos bancários, que se esforçam diariamente para contribuir com o sindicato.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

A angústia dos supervisores de atendimento do BB no Maranhão


Diante da imobilidade da atual diretoria do Sindicato dos Bancários do Maranhão, que demonstra um preocupante isolamento em relação às questões nacionais, é inegável que existe uma desconexão entre a realidade enfrentada pelos trabalhadores e as prioridades da entidade sindical.

Enquanto a diretoria dedica recursos e energia a festas na sede recreativa, evidenciando uma política que busca distrair a categoria ("pão e circo"), os supervisores de atendimento no Maranhão continuam submetidos a uma carga horária exaustiva de 8 horas diárias. Essa situação já deveria ter sido revertida para 6 horas diárias, como já ocorre nos estados vizinhos do Pará e Piauí.


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O processo judicial de número 0017426-86.2019.5.16.0002, que poderia viabilizar essa mudança, está se arrastando de forma preocupante, enquanto os bancários dos estados vizinhos já usufruem da jornada reduzida.

Segundo informações do processo, ele passou pela primeira instância e está em fase recursal, conforme detalhes disponíveis no 👉 LINK DO PROCESSO.

A Oposição Bancária do Maranhão ressalta que, devido a essa postura de isolamento, os bancários do Maranhão sofrem prejuízos, enquanto os empregadores são beneficiados.

Neste momento, reforçamos a necessidade de maior empenho da diretoria do SEEB/MA na defesa dos direitos dos supervisores de atendimento. É fundamental que a entidade sindical atue de forma mais proativa para garantir condições de trabalho justas e equitativas para todos os bancários.

Trabalhadores organizam dia de luta em defesa do Saúde Caixa para terça (17)

 




A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e entidades sindicais realizam na próxima terça-feira (17) um Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa.

“Nós orientamos que os empregados, da ativa e aposentados, utilizem roupas brancas no dia e, se realizarem alguma atividade de rua, tirem e compartilhem fotos nas redes sociais com a hashtag #QueremosSaúdeCaixa”, destaca a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.

Além das atividades de rua, será realizado um tuitaço, entre as 11h e 12h, onde os trabalhadores são chamados a utilizarem também a hashtag #QueremosSaúdeCaixa, além de marcarem o banco (@Caixa) em cada postagem.

Por que a manifestação

O Dia Nacional de Luta foi aprovado pelos trabalhadores contra a postura da direção da Caixa nas negociações em torno da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) sobre o plano de saúde.

O banco se mantém intransigente em seu posicionamento de limitar suas contribuições para o custeio do plano no percentual fixado pelo estatuto da empresa de 6,5% da folha de pagamentos, o que acarretaria em um aumento médio de 85% nas contribuições feitas pelos empregados. Além disso, a área de pessoas da Caixa ainda não repassou aos representantes dos empregados, no grupo de trabalho criado para debater o tema, os dados necessários para a elaboração do estudo atuarial que será utilizado pela consultoria contratada pelas entidades.

“Se esse quadro proposto pelo banco for mantido, resultará na expulsão de milhares de trabalhadoras e trabalhadores, em sua maioria aposentados, do plano de saúde, como ocorreu em outras estatais que passaram por situações semelhantes de desmonte”, alerta Fabiana Proscholdt. “Então, é por essa razão que nós, da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que auxilia a Contraf-CUT nas negociações com o banco, convocamos o dia 17 como um dia nacional de luta, para protestar. Nós também aprovamos um segundo dia nacional de luta, em 30 de outubro”, completou.

“Entendemos que o Saúde Caixa é uma política de gestão de pessoas. Logo, é importante a Caixa ser mais responsável pelo plano. Também é urgente a retirada do teto estatutário de 6,5% da folha”, reforça a coordenadora a CEE. “Lutamos para que o plano de saúde seja viável para todos os usuários, sejam eles da ativa ou aposentados. Para nós, é extremamente importante a manutenção das premissas que sustentaram até hoje o Saúde Caixa, como solidariedade e pacto intergeracional. Por isso, a participação nestes dois dias de luta, ou seja, nesta terça-feira, dia 17, e depois, no dia 30 de outubro, é fundamental para demonstrarmos à direção do banco nosso poder de mobilização”, convoca Fabiana Proscholdt.

Como participar do dia de luta

  • Trabalhadoras e trabalhadores da Caixa, da ativa e aposentados, são chamados para participar, na próxima terça, 17 de outubro, do Dia Nacional de Luta em Defesa do Caixa Saúde.
  • As atividades serão realizadas tanto nas portas das agências e unidades da Caixa, quanto nas redes sociais.
  • Para as ações nas agências e unidades da Caixa, os trabalhadores são orientados a vestirem roupas brancas.
  • Para as ações nas redes sociais, os trabalhadores são convidados a participarem de um tuitaço, entre as 11h e 12h, onde devem utilizar a hashtag #QueremosSaúdeCaixa, além de marcarem o banco (@Caixa) em cada postagem.
  • Outro Dia Nacional de Luta está previsto para o dia 30 de outubro, com o mesmo objetivo de chamar a atenção sobre os riscos que o Saúde Caixa segue sofrendo.
Fonte: CONTRAF/CUT

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Após cobrança de funcionários, BB confirma avanço no processo de revisão da PIP

 



A CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil) se reuniu, na terça-feira 10, com representantes do Banco do Brasil para tratar da implementação de novo critério da Pontuação Individual do Participante (PIP), sistema de cálculos usado na Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil).

Os representantes da empresa disseram que o Conselho Diretor do banco irá deliberar sobre a tabela PIP ainda no mês de outubro. Depois dessa fase, passará para avaliação no Conselho Administrativo, na Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) e nas instâncias internas da Previ. Por fim, e antes de ser implementada, a mudança da tabela será submetida à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), entidade pública responsável por gerenciar as operadoras de previdência privada no país.

A revisão da tabela PIP é uma antiga reivindicação dos trabalhadores, que impacta na contribuição adicional, conhecida como 2B, e que pode variar de 1% a 10% do salário de participação dos associados do Previ Futuro, com o BB contribuindo com o mesmo percentual que o participante. A 2B aumenta à medida que o funcionário evolui em sua carreira.

Desde que o plano Previ Futuro foi criado, em 1998, não houve alteração da metodologia de cálculo da PIP, mesmo após várias alterações nos planos de cargos e salários. Isso explica por que, até o momento, apenas executivos com altos salários têm conseguido obter 10% na parte 2B.

“Passou um ano desde que o banco nos apresentou, em mesa de negociação, a proposta de melhorias no critério de cálculo PIP, que permite aos trabalhadores do BB, associados ao plano Previ Futuro, somarem mais recursos à aposentadoria. Ou seja, a melhoria de cálculo da PIP significa uma melhora substancial no benefício dos aposentados do plano Previ Futuro. Portanto, cada mês sem a entrega da revisão da PIP é um mês em que os associados estão sendo prejudicados”, explica a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.

No encontro desta terça, o movimento sindical exigiu que, no processo de revisão da tabela PIP, todo o corpo de funcionários seja contemplado. “Eu tenho 15 anos de banco e durante todo esse período só obtive aumento de 2 pontos, praticamente”, exemplificou Fernanda Lopes.

Os representantes do banco afirmaram que a expectativa é que ocorra uma ampliação da base de funcionários que serão beneficiados significativamente com a mudança na tabela PIP, para que mais associados da Previ tenham oportunidade de realizar contribuições adicionais superiores e, desta forma, aumentar suas chances de engordar a aposentadoria no futuro.

"O atual sistema de pontuação prejudica todos os funcionários, mas principalmente caixas, assistentes e escriturários. No modelo praticado hoje, estes trabalhadores terão dificuldades para preservar o valor do salário na aposentadoria. Ao contrário do governo anterior, quando o debate da revisão da PIP era interditado, temos avançado nesta pauta. Esperamos que todo o processo de aprovação seja o mais célere possível, de forma que os trabalhadores não sejam mais prejudicados", conclui Getúlio Maciel, representante da Fetec-CUT/SP na CEBB.

Líder de reclamações, Bradesco assina acordo com o TST para diminuir processos




Ainda de acordo com o tribunal, o acordo firmado ontem com o Bradesco pretende encerrar pelo menos 2.200 ações, das quase 7.500 que tramitam no próprio TST. O Judiciário tem buscado firmar esse entendimento com outras empresas, até então do setor público como Correios e Petrobras, além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

O vice-presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou a busca de um “equilíbrio social e, sobretudo, uma cooperação no exercício da vida”. Ele acrescentou que o objetivo é garantir “o acolhimento das partes litigantes para consagrar essa solução de conflito que é mais justa, a mais razoável e a mais eficaz”.

Ainda segundo o magistrado, acordos como os feitos com BB e Caixa têm tido resultados “excepcionais”. Apenas na mais recente Semana Nacional de Conciliação Trabalhista, foram homologados 23 mil acordos, com arrecadação de mais de R$ 1 bilhão. “São dados e valores que devemos trazer como resultado da atuação do Poder Judiciário como um todo, para que todos tenham esse propósito e que esse novo conceito de jurisdição possa ser multiplicado”, afirmou Corrêa da Veiga.

O diretor-gerente do Bradesco, Aires Coelho Donizete, disse que o banco revisou políticas internas. E, assim, identificou oportunidades para encerrar processos dos quais já poderiam ter desistido, avaliando, por exemplo, temas e valores. “São processos que entendemos que não vale a pena esticar mais a litigância. e vamos decidir pela conciliação.”

Com informações do TST

Contraf-CUT realiza Conferência Livre dentro da 5ª Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras

Evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial na sede da Contraf-CUT, e virtual por meio da plataforma Zoom A Confed...