segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Contraf-CUT reivindica antecipação da segunda parcela da PLR

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou nesta segunda-feira (31) ofício aos bancos Santander, Bradesco, Itaú, Safra, Banco do Brasil, Banco do Nordete (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) para reivindicar a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos bancários.


A Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) da categoria determina que os bancos têm até 1º de março para realizarem o crédito. Todos os anos a Contraf-CUT solicita a antecipação, muitas vezes atendida pelas instituições financeiras.

Março é a data do pagamento da segunda parcela da PLR 2021, descontado o valor pago como antecipação em setembro de 2021. Com os balanços dos bancos no ano de 2021 fechados e os resultados consolidados, cada instituição financeira já pode calcular o que pagará de PLR a seus funcionários. É importante lembrar que em 2020 a categoria bancária conquistou um acordo de dois anos que garantiu, entre outros avanços, um reajuste de 10,97% (reposição da inflação + aumento real de 0,5%) nas parcelas fixa e adicional no teto da PLR 2021.

PLR

A categoria bancária foi a primeira no Brasil a conquistar participação no lucro das empresas. Desde 1995, a CCT determina o pagamento da PLR pelos bancos.

A PLR é composta por regra básica e parcela adicional:

1- Regra Básica: corresponde a 90% do salário-base + verbas fixas de natureza salarial, reajustados em setembro de 2021, mais o valor fixo de R$ 2.807,03, limitada ao valor individual de R$ 15.058,34.

A regra básica tem como teto o percentual de 12,8% do lucro líquido do banco; e, como mínimo, o percentual de 5% do lucro líquido do banco. Ou seja, se o valor total da “Regra Básica” da PLR for inferior a 5% do lucro líquido do banco, em 2021, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado e limitado ao valor de R$ 33.128,31, ou até que o valor total da “Regra Básica” da PLR atinja 5% do lucro líquido, o que ocorrer primeiro.

2- Parcela Adicional: corresponde à divisão linear de 2,2% do lucro líquido, pelo número total de empregados, em partes iguais, até o limite individual de R$ 5.614,06.


De acordo com a CCT, todas as instituições financeiras que apresentaram lucro estão obrigadas a pagar a PLR, com exceção das que tiveram prejuízo em 2021.

Confira o calendário de divulgação dos balanços dos bancos

  • Santander – 02/02
  • Bradesco – 08/02
  • BB – 14/02
  • Itaú – 10/02
  • Basa – 31/03 

*Os demais bancos não divulgaram as datas da divulgação dos resultados

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Liminar impede Santander de abrir agências no sábado (22)

 


Decisão é válida para as cidades que compõem a base do Sindicato dos Bancários de Rio Claro e Região



decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, concedeu ao Sindicato dos Bancários de Rio Claro e Região uma liminar que impede a abertura das agências do banco Santander no próximo sábado (22) nas cidades que compõem a base do sindicato.


Em sua decisão, o juiz Lucas Falasqui Cordeiro observa que “trata-se de fato notório a ameaça da variante Omicron da Covid, assim como da influenza” e que é “tradição e costume que o sistema bancário possui jornada de segunda a sexta-feira”.

Além disso, a Lei 4178/1962 proíbe o funcionamento de instituições financeiras aos finais de semana e feriados. O trabalho nestes dias somente é permitido com a realização de acordos coletivos com os sindicatos.

Na sentença, o juiz observa que “não há razões de fato ou de direito que justifiquem tal medida (a abertura das agências no sábado) sem a participação do sindicato dos trabalhadores”.

“A liminar concedida ao Sindicato dos Bancários de Rio Claro é uma mostra de que nossa luta contra a abertura das agências no sábado tem respaldo legal e que o banco deveria, antes de tomar tal decisão, ter nos procurado para negociar”, disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias.

Lucimara destacou ainda que cabe a cada sindicato a decisão de entrar com ação judicial neste mesmo sentido, uma vez que as tentativas de negociações com o Santander sobre o assunto foram infrutíferas

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Justiça determina que BB retome o home office para funcionários de áreas administrativas



 A 28ª Vara do Trabalho em São Paulo acaba de determinar, o em caráter de tutela antecipada, que funcionários do Banco do Brasil lotados em prédios administrativos ou departamentos, , sem atendimento ao público, sejam recolocados em home office imediatamente. A decisão, da juíza Ana Cristina Magalhães Fontes Guedes, foi uma resposta à ação de autoria do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

Na decisão, a juíza também determina que o Banco do Brasil volte a adotar o protocolo de segurança que previa o fechamento de uma dependência do banco (agências ou departamentos) para sanitização quando algum trabalhador tivesse testado positivo para covid-19 e estado presente na unidade nas últimas 72 horas. O BB havia alterado no dia 4 de janeiro, sem qualquer negociação com o Sindicato, seu Manual do Trabalho Presencial (o protocolo de segurança contra covid), retirando do manual esta medida, que é fundamental para deter as contaminações entre trabalhadores e clientes da instituição financeira.

A decisão prevê ainda multa diária de R$ 50 mil caso, em até 48h, o banco descumpra alguma das determinações. A importância deve ser destinada ao Instituto Butantan, por ser, segundo o texto da juíza, a “instituição vinculada à Secretaria de Saúde de São Paulo e responsável pela pesquisa e produção de vacinas no Estado de São Paulo.”

Uma vitória contra a postura negacionista do banco

“A falta de negociação e as práticas negacionistas por parte da Diretoria de Operações do BB - que cada vez mais vem implementando políticas do atual governo contra os funcionários - nos leva a recorrer em todas as instâncias. O BB deveria respeitar as negociações e os trabalhadores, pois a vida vale muito mais. Devemos comemorar a liminar, mas é importante lembrar que uma decisão da Justiça jamais pode excluir a necessidade de nos organizarmos e nos mobilizarmos, pois os ataques este ano continuarão”, lembra o secretário executivo de Administração e Organização do Sindicato e coordenador nacional da Comissão de Empresa do Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga.

“Essa é uma decisão muito importante, que protege os trabalhadores. A decisão da juiza Ana Cristina Magalhães Fontes Guedes mostra humanidade neste momento de profunda crise sanitária e insegurança. Uma humanidade que faltou a essa direção do BB, alinhada a esse governo negacionista”, comenta o dirigente da Fetec-CUT/SP e integrante da CEBB, Getúlio Maciel.

O dirigente acrescenta que, segundo apurou o Sindicato, em janeiro já chegam a 500 o número de trabalhadores do BB na capital paulista que testaram positivo para o coronavírus. “Isso com certeza é uma consequência dessa atitude irresponsável e criminosa do banco de se recusar a fechar a higienizar agências e departamentos.”

“O apelo do Sindicato à Justiça do Trabalho deveu-se ao fato de que o Banco do Brasil rechaçou qualquer tentativa de negociar. O Sindicato procurou o banco tentando resolver o problema pelas vias negociais, mas o BB desprezou todas essas tentativas. A decisão da 28ª Vara do TRT prova para o banco que ele pode muito, mas não pode tudo”, ressaltou a advogada responsável pela ação, Lúcia Porto Noronha, do escritório Crivelli Advogados Associados, que presta assessoria ao Sindicato.

Em relação às agências, conforme os protocolos anteriores, o Sindicato irá cobrar do banco a redução do horário de atendimento, bem como o contingenciamento do atendimento ao público, para evitar mais contaminações e risco aos funcionários.

Entenda

No dia 4 de janeiro, de forma unilateral, o Banco do Brasil retirou de seu Manual do Trabalho Presencial (o protocolo de segurança contra a covid-19) o item que previa o fechamento de qualquer dependência do banco onde um trabalhador, que esteve no local nas últimas 72 horas, tivesse testado positivo para a covid-19. A medida previa ainda que a dependência fosse adequadamente higienizada, e que seus funcionários fossem para a casa, retornando após a sanitização, e tendo essa falta abonada.

A decisão unilateral do BB foi tomada no dia seguinte a um protesto do Sindicato contra o não fechamento de um andar de prédio administrativo do banco onde um bancário havia testado positivo. O banco respondeu ao Sindicato que não tinha condições de cumprir a medida que previa o fechamento para sanitização e, no dia seguinte, apagou esse item do manual.

Diante disso, o Sindicato procurou diversas vezes o banco para protestar contra a decisão irresponsável e autoritária, mas, sem respostas positivas do banco, apelou para a Justiça


Fonte: sindicato dos bancários de SP

Sem negociar com trabalhadores, Santander abrirá agências no sábado (22)

Alegação do banco de que medida visa contribuir com redução do endividamento dos clientes cai por terra ao se analisar a prática de juros, taxas, demissões e direcionamento do crédito




 O Santander decidiu abrir suas três mil agências em todo o Brasil, no próximo sábado (22), das 10h às 14h, sem qualquer negociação com a representação sindical dos trabalhadores. O banco se limitou a fazer uma ligação para a representação dos trabalhadores para informar sobre a decisão que já havia sido tomada, sem abrir possibilidades de negociações.


“É importante que haja negociação antes da comunicação oficial, espaço para colocar a posição do trabalhador, as condições de trabalho, as dificuldades impostas pela abertura num sábado, mas o Santander insiste na postura antissindical e antitrabalhador”, criticou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias.

Foram convocados para o trabalho no sábado os gerentes de negócios e serviços (GNS) de 8 horas; gerentes gerais; e gerentes PJ, PF e Van Gogh. Não trabalharão caixas, GNS de 6 horas e demais cargos não descritos acima.

>>>>> Em carta aberta, funcionários questionam presidente do Santander sobre abertura de agências no sábado

Sem pagar horas-extras

O banco negou o pagamento de horas extras alegando dificuldades sistêmicas para tal. Os bancários que trabalharem no dia 22 terão direito a folgar uma hora e meia para cada hora trabalhada. A compensação se dará na semana seguinte e não nos seis meses praticados por meio da Política Interna de Compensação de Horas, que não foi negociada com o movimento sindical.

“Além de convocar para trabalhar em um sábado, durante a pandemia, o banco ainda se nega a pagar horas extras”, denunciou a coordenadora da COE/Santander. “Para abrir uma agência no sábado, o banco precisa fazer alterações sistêmicas e logísticas complexas e tudo isso foi feito em tempo recorde, mas quando se trata de beneficiar os funcionários, o banco sempre tem uma enorme dificuldade. Isso só aumenta a indignação dos trabalhadores”, completou.

Endividamento é culpa dos bancos

O banco alega que a inadimplência está alta e numa crescente, o que tem levado muitos clientes a serem negativados, e, por conta disto, ficarem sem crédito no mercado, num momento crítico de desemprego agravado pela crise econômica e sanitária no país.

Para Lucimara, não adianta o banco fazer marketing para tentar se mostrar como “bonzinho”, como uma instituição preocupada com endividamento do brasileiro, mas, na prática, contribuir para a situação de crise econômica e financeira do país.

“O Santander e o sistema financeiro de forma geral têm grande parcela de responsabilidade pelo endividamento da população e pela crise econômica e financeira no país, tendo em vista as tarifas e juros praticados e pelo direcionamento e segmentação do crédito apenas para públicos que despertam seu interesse por lucros”, criticou a coordenadora da COE/Santander.

“Se o banco quer reduzir a inadimplência e a pobreza no país deve gerar empregos e parar as demissões; reduzir juros e tarifas; interromper a terceirização; deixar de apoiar projetos de leis que retiram direitos e reduzem a massa salarial da população; e incentivar o crédito para pequenas e médias empresas; além de oferecer crédito responsável para os clientes”, completou.

Agravamento da pandemia

O país vive o agravamento da pandemia do coronavírus, junto com um surto de Influenza (H3N2), o que tem causado aumento nas contaminações nas agências e prédios e prejudicado os bancários.

Nesta situação específica, há uma questão social colocada: a campanha Desendivida pode ajudar milhares de clientes que já estão sem crédito ou prestes a negativarem, num momento em que mais de 14 milhões de pessoas estão desempregadas e sem perspectivas de retornarem ao mercado de trabalho.

“Há formas mais eficazes para ajudar a população, uma delas é contratar bancários para que possam atender a demanda de segunda a sexta, das 10h às 16h”, sugeriu Lucimara.

Os sindicatos constataram uma grande indignação dos trabalhadores em trabalharem no sábado, em meio a um momento crítico da pandemia de Covid-19 e do surto de influenza. Além disto, ao longo da pandemia, o Santander tem exposto bancários ao trabalho presencial, mantido protocolos frágeis contra Covid-19 e intensificado a terceirização que, na prática, significa retirada de direitos.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região está fazendo uma pesquisapara aferir a insatisfação dos bancários. Participe!

Fonte: Redação SPBancários, com edições da Contraf-CUT

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Bancários querem que bancos aumentem segurança sanitária

 


O Comando Nacional dos Bancários cobrou que os bancos mantenham os protocolos de segurança sanitária para garantir a saúde e a vida da categoria, assim como reduzir a propagação e o contágio da população pelo vírus da Covid-19 e suas variantes. A representação dos trabalhadores também solicitou a suspensão de visitas a clientes neste momento de alta de casos de infecção; a retomada do teletrabalho em home office; melhorias do atendimento em telemedicina; o compromisso com a não-demissão; e a volta do controle de acesso às agências bancárias, entre outras reivindicações.


“Já havíamos falado com os bancos anteriormente sobre a necessidade da manutenção da segurança quando fosse retomada as atividades. Mas, neste momento em que a Covid-19 está se espalhando, tanto nas capitais quanto no interior dos estados, de uma forma muito rápida (e, juntamente com ela, a gripe –H3N2), os bancos retomaram as atividades e flexibilizaram os protocolos sem considerar este cenário, o que prejudica a segurança da categoria, dos clientes e de toda a população”, observou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que também é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Os bancários com sintomas de gripe, ou de Covid-19 precisam ser afastados e a agência tem que ser sanitizada, essa é a regra! Além disso, tem que fazer testes em quem está com sintoma e nos seus colegas de trabalho”, completou.

“Manter os protocolos é importante não apenas para garantir a saúde dos bancários, mas também para evitar o contágio da população e o surgimento de novas variantes”, acrescentou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles.

EPIs e protocolos

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, lembrou que estamos vivendo, novamente, uma situação emergencial. “E, neste momento, precisamos ter a agilidade, a preocupação e atenção que tivemos no início da pandemia. Nós e os bancos precisamos nos manter firmes para que a categoria não seja contaminada e nem para que as agências sejam focos de propagação da doença. Alertamos para que os protocolos sejam mantidos e os bancos garantam a distribuição de EPIs e demais materiais de segurança e sanitização”, disse.

Protocolos

  • Sanitização das agências e unidades administrativas com casos confirmados;
  • Afastamentos de bancários com casos confirmados e suspeitos até a saída do resultado do teste;
  • Testagem dos bancários;
  • Exigência do passaporte da vacina dos clientes;
  • Distribuição de máscaras adequadas (PFF2/N95) para os funcionários;
  • Protocolo unificado;
  • Retomada do teletrabalho em home office;
  • Controle de acesso de clientes;
  • Redução do horário de atendimento para diminuir tempo de exposição;
  • Garantia de álcool-gel nas agências e departamentos;
  • Manutenção de marcação do distanciamento;
  • Suspensão de visitas a clientes, pelo menos neste momento de alta de casos de infecção;
  • Melhorar o atendimento da telemedicina;
  • Compromisso com a não-demissão;
  • Antecipação da vacinação contra a gripe.

Próximas reuniões

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vai reunir os bancos para analisar as demandas apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários e dará a resposta para representação dos trabalhadores. Uma nova reunião para tratar do assunto está prevista para ocorrer na semana que vem.

Além disso, da parte dos trabalhadores, cada comissão específica de trabalhadores deve se reunir e buscar negociação com os respectivos bancos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Pedro Guimarães insiste em fazer uso político da Caixa



 A Caixa segue sendo usada para os interesses privados. O presidente do banco, Pedro Guimarães, desobedece a ordem do TCU (Tribunal de Contas da União) e permanece estrelando vídeos de autopromoção misturados a ações de marketing da instituição.


O Tribunal de Contas da União já ordenou que a Caixa retire do ar os vídeos em que o presidente tenta alavancar a imagem, com foco em garantir algum cargo público nas eleições deste ano. 


Não para por aí. O presidente do banco também dá ordens verbais proibindo que assessores e mesmo os funcionários de carreira circulem na sede da estatal usando roupas "vermelhas", "em tons tijolos" ou até mesmo da cor rosa.  


Vale lembrar que desde o ano passado, o movimento sindical apresentou denúncia contra Pedro Guimarães sobre o uso pessoal e político-eleitoral da estatal.


Fonte: Sindicato dos bancários da Bahia 

Atenção, bancário do Santander: não trabalhe nem em home office se tiver atestado




 O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região tem recebido denúncias de bancários do Santander com sintomas de Influenza por conta do surto de gripe H3N2, ou Covid-19, que foram afastados do trabalho mediante atestado médico, e mesmo assim estão sendo pressionados pelos gestores a continuarem trabalhando em home office. 


O objetivo de um atestado médico é para que o trabalhador tenha tempo e condições de se recuperar da doença e, neste período, interrompa qualquer atividade laboral; e não retira-lo do trabalho presencial para colocá-lo em home office. 

Sintomas de Covid-19 ou Influenza: veja orientações

Siga as recomendações médicas;

Informe por e-mail aos gestores as recomendações médicas, e anexe seu atestado no e-mail, para que fique registrado no sistema;

 Justifique o afastamento médico no ponto eletrônico;

Siga as demais instruções dos protocolos de prevenção à Covid-19 e à Influenza disponíveis na intranet do banco;

Acione imediatamente o Sindicato (veja contatos abaixo) caso sofra pressão, assédio ou cobrança para retornar ao trabalho presencial antes da autorização do médico, ou para que permaneça trabalhando remotamente, mesmo com atestado.

Comando Nacional dos Bancários vai cobrar da Fenaban volta do home office

Reunião da próxima terça-feira (18) vai discutir ampliação do teletrabalho e outras medidas protetivas contra a Covid 19



 O Comando Nacional dos Bancários vai se reunir na próxima terça-feira (18) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para discutir a adoção de medidas preventivas para proteger a categoria diante do aumento no número de casos de contaminados pela Covid-19 que atinge todo o Brasil. Um dos pontos a ser tratado no encontro, que acontecerá de forma virtual, será a retomada e, até mesmo, a ampliação do home office, que deixou de ser adotado por alguns bancos.


“Nos queremos chamar a atenção da Fenaban e dos bancos para a gravidade do momento. O contágio está muito mais elevado e se não forem tomadas medidas, podemos voltar a perder muitas vidas”, alertou o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinicius Assumpção.

O VP lembra que, no início da pandemia, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban firmaram um acordo com medidas protetivas que foi importante. “Tivemos medidas fortes quando começou a pandemia. Flexibilizar as medidas protetivas neste momento é uma tremenda irresponsabilidade. Os bancos que não levarem em conta a gravidade do momento podem ser responsáveis pelo aumento da doença e do número de mortes na categoria. Estamos passando pelo pior momento da pandemia. Não tem sentido argumentar que os bancários não devem voltar ao home office. Vamos cobrar fortemente isso, mas também outras medidas que foram flexibilizadas, como rodízio e controle de atendimento nas agências.”

“Neste momento de mais uma onda da pandemia, na qual o contágio se mostra muito maior, todo cuidado é pouco. Desde início da pandemia buscamos a proteção da vida e da saúde como elemento central. Infelizmente, a Covid-19 não nos dá trégua. Por isso, nós não podemos baixar a guarda nas medidas protetivas. Os bancos precisam, urgentemente, praticar protocolos rígidos, que se mostraram eficazes, para proteger seus trabalhadores. É assustador o número de contaminados nos ambientes de trabalho e nos preocupa que os bancos não entenderem a gravidade do momento”, lamentou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Contraf-CUT manifesta solidariedade ao trabalhador de banco agredido no Maranhão

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) manifesta solidariedade ao trabalhador de um banco, Gabriel da Silva Nascimento, de 23 anos, que foi agredido dentro do próprio carro, em frente de casa, em Açailândia, no Maranhão.


Os autores das agressões são o empresário Jhonnatan Silva Barbosa e a dentista Ana Paula Vidal, que também moram no prédio. Eles mandam o jovem sair do veículo e começam as agressões, que foram registradas em vídeo. Gabriel é derrubado, sofre chutes, pisões, tapas e Ana Paula põe os joelhos na sua barriga, enquanto Jhonnatan pisa em seu pescoço. A sessão de espancamento só parou quando um vizinho avisou que a vítima é moradora do prédio e dono do carro de onde foi retirado.

Para Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, este é um caso de racismo estrutural, que está sendo acompanhado pela Confederação, como outros que acontecem país afora. “O racismo foi estruturado desde 1535 com a chegada dos primeiros escravizados. Até hoje ele vem se fortalecendo cada vez mais. É algo tão forte a ponto de um cara que está dentro do seu próprio carro, por ser negro, ser acusado por outras pessoas de estar roubando o veículo que não acreditam ser dele. Ou ao entrar no supermercado, você ser seguido pelos seguranças, ser olhado de outra forma pelas pessoas, principalmente se você está de bermuda e camiseta. Enfim, é o racismo estrutural.”

Entenda o caso

As imagens reveladas pela TV Globo mostram que o caso aconteceu na manhã de 18 de dezembro. Ana Paula Vidal morava no mesmo prédio da vítima. Gabriel estava dentro do carro e esperava para ir a uma festa do trabalho.

A vítima também se mudou do imóvel, três dias depois do crime, porque ele pertence à família da mulher que o agrediu. Com medo, ele teve acompanhamento da polícia para retirar seus pertences de lá. No dia das agressões, Gabriel foi à delegacia para fazer um boletim de ocorrência, mas em três tentativas diferentes, ele foi informado de que o sistema estava fora do ar. Por isso, só conseguiu registrar a queixa no dia seguinte, o que impediu a prisão em flagrante dos agressores. Até agora, nenhum deles foi ouvido pela polícia.

O agressor Jhonnatan Silva Barbosa já foi condenado pela Justiça por ter atropelado e matado um senhor de 54 anos, em 2013. Ele foi condenado a 2 anos e 8 meses de prisão, que foram convertidos em serviços comunitários e multa de um terço de um salário mínimo. O Fantástico encontrou Jhonnatan, mas a pessoa que se identificou como tio dele informou que o sobrinho não daria entrevista. Em nota, Ana Paula Vidal, também agressora, pediu desculpas e disse que não teve uma atitude racista.

“Precisamos ter no Brasil mais leis que contenham este tipo de atitude, que combatam este racismo perverso que observamos todos os dias em todos os cantos do país. A gente sabe de inúmeros casos transformados em injúrias raciais, que não acabam em prisões. É difícil ver um caso de uma pessoa que cometeu um ato de racismo ser preso. Não podemos ficar desta forma, precisamos de leis mais duras para resguardar a maioria da população brasileira. Se a pessoa não tiver uma pena para que ela seja inibida em relação a isso, as coisas vão continuar acontecendo. Isto precisa ter um ponto final”, finalizou Almir Aguiar.

Fonte: Contraf/CUT

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Em decisão unilateral, BB desrespeita trabalhadores ao divulgar novo manual contra Covid-19

Documento exclui trechos do primeiro manual de segurança contra Covid-19, produzido com base em reivindicações de trabalhadores e acordado junto ao MPT



 Em decisão unilateral, a direção do Banco do Brasil divulgou um novo manual de segurança contra a Covid-19, na terça-feira (4). A empresa já vinha descumprindo as medidas previstas no manual anterior, produzido com base nas reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores e acordado junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) no âmbito federal.


Um dos pontos de segurança excluídos pelo banco foi o que estabelece o encerramento de unidades e dispensa de funcionários, para fins de higienização das dependências, quando confirmada a contaminação de um funcionário nas últimas 72 horas. Esse protocolo, em especial, foi um dos pontos discutidos exaustivamente com o movimento sindical no início de novembro, durante os debates para garantir o máximo de segurança aos funcionários do BB no processo de retorno gradual ao trabalho presencial.

“No momento em que o país volta a registrar o aumento de casos de Covid-19 e, agora, de epidemia cruzada com a gripe provocada pela H3N2, o banco, de forma unilateral, divulga um novo protocolo retirando medidas de segurança, que são baseadas na ciência, aumentando os riscos de contaminação e de transmissão entre os funcionários e os clientes”, expõe o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

A falta de preocupação com os funcionários já está apresentando seus nocivos resultados. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região registrou, nas últimas duas semanas de dezembro, o aumento expressivo de casos de Covid-19 em prédios do BB na sua base. Em um dos locais, trabalhadores de três dos sete andares de um prédio tiveram que ser afastados, ou por suspeita, ou por já confirmada a contaminação pelo novo coronavírus.

Recentemente, o mesmo sindicato fez denúncias contra o diretor João Leocir Dal-Rosso Frescura, conhecido como Piti, pelo não cumprimento dos protocolos contra a Covid-19. Em pelo menos três casos confirmados de colegas infectados, Piti, que é responsável pelos prefixos vinculados à Diretoria de Operações (Diope), no Centro Empresarial São Paulo (Cenesp), teria se recusado a dispensar os funcionários das dependências que necessitavam de higienização, conforme o estabelecido no manual de segurança acordado junto ao MPT.

“Nos prefixos dos Cenops que são vinculados às Diope do Brasil todo, também registramos aumento de casos. Verificamos isso em Curitiba, Belo Horizonte, onde os sindicatos têm procurado a gestão de pessoas e estão tomando medidas frente às intransigências do BB”, pontuou Fukunaga.

“O movimento sindical está acionando o MPT, diante do descaso do banco e da decisão unilateral dele em mudar os protocolos de segurança. Também continuaremos pressionando para garantir aos trabalhadores segurança por meio do trabalho remoto”, destacou o coordenador da CEBB.

Fonte: Contraf/CUT

BB chantageia Sindicato de BH e Região




 O saco de maldades do BB para com seus funcionários parece não ter fundo.

Agora o banco resolveu chantagear o Sindicato de BH colocando em risco a vida das pessoas.

Mesmo com o aumento dos casos de infecção por Covid aliados aos novos casos de gripes e influenza, e ainda com a telemedicina da Cassi sobrecarregada com tempo de espera acima de 16 horas, o BB resolveu chamar todos do grupo de risco para o trabalho presencial. E isso a toque de caixa. As pessoas começaram a receber telefonemas com a convocação por volta das 17h para voltarem ao presencial no dia seguinte.

E para mostrar que não tem nenhum apreço à vida de seus funcionários estão convocando até os casos mais graves como pessoas imunossuprimidas e em tratamento de câncer. Isso por pura retaliação mesmo tendo conseguido derrubar nossa liminar. Para o restante do país que não tem ação judicial, o banco manteve em home office esses casos citados.

Em audiência de conciliação sobre nossa ação, que aconteceu na segunda-feira, 3 de janeiro, os representantes do banco disseram que não poderiam fazer um acordo diferente com o Sindicato de BH e Região por causa da isonomia com o restante do país. A isonomia só vale para prejudicar, quando é para beneficiar não vale.

O Sindicato já está tomando medidas judiciais e políticas para preservar vida dos funcionários do BB, ficando o banco responsabilizado pelas consequências dessa decisão.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Cassi: Sobrecarga no atendimento escancara precarização

 



Retorno precipitado ao trabalho presencial, surto de Influenza H3N2 e chegada da variante Ômicron expõem ineficiência do atendimento da telemedicina da Cassi.

Funcionários e funcionárias do Banco do Brasil que precisaram de atendimento do serviço de telemedicina da Caixa de Assistência (Cassi) nesta segunda-feira, 03 de janeiro, tiveram que enfrentar horas de espera. O aumento exponencial da procura por atendimento ocorre justamente no início de uma quarta onda de transmissão da Covid-19 no Brasil, causada pela variante Ômicron, de um surto de Influenza (H3N2) e logo após o banco forçar uma retomada total do trabalho presencial. A própria Cassi reconheceu a sobrecarga do sistema e o grande tempo de espera, em virtude do surto de Covid-19 e Influenza, nos comunicados que divulgou em seus canais.

“Num momento de aumento das contaminações pela Covid-19, assim como pela nova variante da Influenza (H3N2), a Cassi tem tido inúmeras dificuldades em atender a grande procura pela telemedicina. No Brasil todo, registramos casos de gargalos, com a espera de várias horas”, relata a representante no Conselho de Usuários da Cassi Tânia Dalmau. “A cobrança por solução para essas questões deve ser feita aos nossos diretores eleitos [Luiz] Satoru e [Carlos Emílio] Flesch, que foram e continuam sendo favoráveis à expansão desse tipo de atendimento e à terceirização, com a redução das CliniCassis. Observamos que esse caminho está na contramão das necessidades dos trabalhadores. Precisamos voltar a oferecer o atendimento de excelência que a Cassi sempre prestou”, acrescenta.

A crítica da dirigente sindical é à política de terceirização dos serviços oferecidos pela Cassi que a atual gestão tem adotado, em detrimento ao fortalecimento das CliniCassis e à Estratégia de Saúde da Família (ESF), com foco preventivo. “Sabemos que a terceirização não é o caminho para expandir e melhorar o atendimento, ao contrário, é uma forma de precarizar os serviços. Essa sobrecarga expõe justamente uma deficiência estrutural, que a telemedicina não é capaz de resolver. O que precisamos é de investimento em estrutura e fortalecimento da medicina preventiva”, acrescenta a dirigente sindical Ana Paula Busato. Neste sentido, os representantes nos Conselhos de Usuários têm cobrado o atendimento efetivo das demandas dos trabalhadores, considerando que esta é uma das responsabilidades da Cassi.

Resultado do negacionismo 
Desde o início da pandemia da Covid-19, em 2020, a direção do Banco do Brasil tem reproduzido em sua gestão o negacionismo escancarado do Governo Bolsonaro. Inúmeras vezes o banco optou por negar a gravidade da pandemia, tomando medidas que colocam em risco a saúde e a vida de seus funcionários e funcionárias. “O retorno precipitado, mal planejado e indevido da categoria ao trabalho presencial no fim de 2021 foi o ápice do negacionismo. Lembrando que as pessoas do grupo de risco só estão em home office agora devido a uma liminar judicial conquistada pelo Sindicato”, relembra a dirigente sindical Ana Smolka. “E o banco continua negando os riscos do trabalho presencial, mesmo com o número de casos de Covid-19 aumentando entre os funcionários”, finaliza.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e região reitera seu compromisso de representar e defender os interesses dos funcionários e funcionárias do Banco do Brasil em todas as esferas, inclusive na Cassi. Acrescenta ainda que continuará participando ativamente dos debates e das instâncias de decisão, por meio da atuação de seus representantes no Conselho de Usuários, pois entende a Caixa de Assistência como uma ferramenta essencial de proteção à saúde e bem-estar dos trabalhadores.

Fonte: SEEB Curitiba

Contraf-CUT realiza Conferência Livre dentro da 5ª Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras

Evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial na sede da Contraf-CUT, e virtual por meio da plataforma Zoom A Confed...