sexta-feira, 22 de julho de 2022

Santander é condenado a pagar R$ 275 milhões por danos morais coletivos

 

"Determinação judicial é resultado de uma ação civil pública que aponta assédio moral e prática de metas abusivas que resultaram em adoecimento mental dos funcionários do banco.

 

O Santander, em defesa, alegou que dispõe de conduta institucional contrária ao assédio moral -  (crédito: Divulgação/Procon MS)

 O Santander, em defesa, alegou que dispõe de conduta institucional contrária ao assédio moral - (crédito: Divulgação/Procon MS)

O banco Santander foi condenado a pagar indenização de R$ 275 milhões por danos morais coletivos em razão de metas abusivas e assédio moral que resultaram em adoecimentos mentais dos funcionários. A decisão da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), é resultado de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Além do valor em dinheiro, a determinação judicial também obriga o Santander a não adotar metas abusivas, nem permitir, tolerar ou praticar, por seus gestores e prepostos, práticas que configurem assédio moral, como humilhações, xingamentos, ameaças de demissões, constrangimentos, coação, agressão, perseguição, entre outros.

De acordo com a sentença, o Banco Santander S.A está entre as empresas que mais geram adoecimentos mentais no Brasil, uma vez que, de 6.763 bancários afastados, entre 2012 e 2016, por doença e que recebem auxílio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 26,38% são ou foram empregados da instituição financeira, totalizando 1.784 trabalhadores. “Se o réu [Santander] fosse posicionado na relação de maiores incidências de transtornos mentais ocupacionais, ocuparia a sétima posição, a frente de atividades econômicas inteiras como hipermercados e telemarketing”, explicou a decisão.

Depoimentos indicam o abalo psicológico

A decisão do desembargador Dourival Borges de Souza Neto, do TRT-10, pontuou que os funcionários ouvidos durante o processo detalharam os problemas vividos na empresa. “Os diversos depoimentos transcritos na sentença dão nítida ideia do abalo emocional e psíquico é resultante da sistemática organizacional de fixação de metas de produção, mediante cobrança truculenta pelos gestores, seja diretamente ao empregado ou por meio de reuniões com exposição vexatória, cujas metas deveriam ser cumpridas a todo custo”.

Defesa do Santander

O Santander, em defesa, alegou que dispõe de conduta institucional contrária ao assédio moral, mas a decisão observou que não existe uma efetividade da empresa em acabar com essas condutas abusivas.

As decisões judiciais se aplicam em todas as agências e empregados do Banco Santander S.A no Brasil."

Fonte: Correio Braziliense

https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/07/5023578-santander-e-condenado-a-pagar-rs-275-milhoes-por-danos-morais-coletivos.html

 

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Tecban cria empresa para reformar agências bancárias

 


Conhecida pelos caixas eletrônicos do Banco24Horas, a TecBan agora quer avançar em áreas como a reforma de agências e a revitalização de caixas eletrônicos. Para tanto, criou uma nova empresa, a Serviços Integrados, que conta com uma equipe de 30 pessoas na parte administrativa.

TecBan quer aproveitar reconfiguração das agências físicas dos bancos.

Conhecida pelos caixas eletrônicos do Banco24Horas, a TecBan agora quer avançar em áreas como a reforma de agências e a revitalização de caixas eletrônicos. Para tanto, criou uma nova empresa, a Serviços Integrados, que conta com uma equipe de 30 pessoas na parte administrativa.

A nova empresa reúne em novo CNPJ serviços que a TecBan já prestava à própria rede, como a revitalização de caixas eletrônicos, agências e obras civis relacionadas a esses pontos de atendimento. “A partir do momento em que os clientes voltados para o digital precisam desses serviços, vem a necessidade de ter uma empresa voltada só para isso”, disse Mayr Camazano, superintendente da nova área.

A TecBan não informa a receita obtida com estes serviços em 2021, mas diz esperar que cresça 30% este ano. No ano passado, a empresa teve receita líquida de R$ 2,8 bilhões, proveniente do negócio principal, da transportadora de valores TBForte e da TBNet, de telecomunicações.

O novo braço vai trabalhar com projetos, em especial os de maior escala. Isso inclui contratos de revitalização de caixas eletrônicos, e há também a intenção de expandir para a área de logística. O Brasil tem hoje 170 mil caixas eletrônicos, 24 mil deles do Banco24Horas.

Uma avenida de crescimento é a revitalização de agências, atividade que tem ganhado tração diante da reconfiguração das redes físicas dos bancos. As instituições estão enxugando o tamanho das agências, aumentando as salas de autoatendimento e reduzindo o espaço interno. É aí que a Serviços Integrados entra.

“Temos clientes com esse perfil, não só grandes bancos como também os regionais”, afirmou Camazano. É uma frente ainda pequena: 60% dos negócios da Serviços Integrados são revitalizações de caixas. As agências e a instalação de dispositivos de segurança, como os que pintam notas de dinheiro em caso de explosão de caixas, dividem os 40% restantes.

Além dos 15 serviços que a nova empresa já oferece, há planos de avançar no setor de varejo, com caixas de autoatendimento. “Aquilo é um caixa eletrônico: a pessoa passa tudo e faz o pagamento. Em algum momento, a gente acha que os pagamentos podem ser em dinheiro, e aí, entramos com uma experiência grande”, diz ele.

Fonte: Estadão

www.contec.org.br



Quatro bancos juntos lucram 81 bilhões reais

 



Só os quatro maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) bateram o recorde de lucro no ano passado. Juntos somaram R$ 81,63 bilhões em lucros. De acordo com a empresa de informações financeiras Economatica, o total é o maior valor nominal já registrado desde 2006. Ou seja, o maior lucro da última década. É importante destacar que os lucros foram obtidos dentro de um contexto de pandemia, com os bancários trabalhando na linha de frente. E então, patrões? Nós, bancários, merecemos ser reconhecidos por isso. Mais PLR, melhores salários e condições de trabalho!

Fonte: Contec 

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Contraf-CUT e Fenae emitem nota sobre tragédia na Caixa

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) receberam com tristeza a notícia sobre a trágica morte do diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa Econômica Federal nas dependências do banco, que, segundo informações da imprensa, está sendo investigada como suspeita de suicídio.

Para nossas entidades, o mais importante é garantir um ambiente de trabalho saudável, que não traga prejuízos à saúde e à integridade física, psicológica das trabalhadoras e dos trabalhadores. E, neste sentindo, lamentamos o ocorrido e nos solidarizamos com a família e amigos do empregado.

Mais do que isso, pedimos que o caso seja investigado com rigor e seriedade, assim como todos os demais casos que prejudicam o ambiente e o trabalho das empregadas e dos empregados da Caixa que vem sendo divulgados pela imprensa.

As mudanças na estrutura organizacional da Caixa precisam sanar os problemas existentes e tornar o ambiente de trabalho naquilo que esperamos de uma empresa pública do porte e importância do banco e que garanta a saúde das empregadas e dos empregados.

Nos casos de apuração de denúncias de assédio moral e sexual, defendemos que sejam acompanhadas por um corpo bipartite, formado por número igual de membros indicados pelo banco e escolhidos pelas empregadas e empregados e, não pelo Conselho de Administração, que é formado por sete membros, com apenas um indicado pelas empregadas e empregados. Além disso, é preciso que haja o acompanhamento de auditoria externa independente, para permitir isenção e garantir que as denúncias sejam efetivamente apuradas e, se for o caso, os responsáveis sejam responsabilizados e punidos.

A Contraf-CUT e a Fenae acompanharão o desdobram


Funcionários do BB cobram da Cassi posicionamento sobre nova regra da ANS

Adoecimento é responsável por três em cada quatro afastamentos de bancários

 

 


 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicará em 1º de agosto, no Diário Oficial da União, a nova regra que determina que os planos de saúde não poderão mais limitar o número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) ainda não se manifestou sobre a medida, aprovada no início de julho pela ANS e que passará a valer com a publicação.

“A atenção à saúde psicológica e até mesmo física dos bancários, com lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares (LER/DORT), é necessária e urgente. O fim da limitação do número de consultas para o tratamento desses problemas pela Cassi sempre foi uma reivindicação nossa”, aponta o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. A categoria está entre as mais afetadas por doenças do trabalho, fenômeno intimamente relacionado às pressões por metas, acúmulos de funções e a sobrecarga comuns à atual rotina do bancário.

Antes da decisão da ANS, os planos eram obrigados a conceder uma cobertura mínima, que variava de 12 a 18 sessões por ano, podendo chegar a 40 ao ano, dependendo do transtorno tratado. “Essa quantidade sempre foi insuficiente para a demanda real das bancárias e bancários”, ressalta João.

Segundo dados do INSS, compilados pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese), entre 2012 e 2021, doença foi a maior razão de afastamento dos bancários, responsável por 74,3% dos casos, contra 25,7% por acidentes. Os adoecimentos mais comuns registrados foram depressão, ansiedade, estresse e LER/DORT. O Observatório de Saúde do Trabalhador, do Ministério Público do Trabalho, aponta ainda que a incidência de doenças mentais e tendinites entre bancários é de três a quatro vezes maior que a da média da população.

 

Fonte:   

 

terça-feira, 19 de julho de 2022

BNB chega aos 70 anos com esforço dos funcionários

 




“O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foi criado pela Lei Federal nº 1649 de 19/07/1952 (após mensagem, nº 363, de Getúlio Vargas em 51, propondo a criação do mesmo), para atuar no polígono da seca, especialmente aos atingidos pelas secas prolongadas, sendo a primeira atribuição assistencial da entidade. Como missão, o BNB tende a ser o banco do desenvolvimento do nordeste, gerando bem-estar da população dessa região, além de emprego e renda.


O BNB é reconhecido como a maior instituição da América Latina voltada para o impulsionamento e fortalecimento do desenvolvimento regional, operando, especialmente, o Fundo Constitucional do Nordeste. Pioneiramente, desde a década de 1990, oferece o Crediamigo (microcrédito urbano) e Agroamigo (microcrédito rural).


O Coletivo da Oposição Bancária do Maranhão parabeniza, hoje, 19 de julho de 2022,  o BNB pelos 70 anos, com a visão do importante papel que a instituição detém para a região Nordeste no desenvolvimento regional , social e sustentável.

BB: Bancários cobram aprimoramento no combate ao assédio sexual e moral

 



Aprimoramentos dos canais de denúncias e da política de combate ao assédio sexual e moral. Essas foram as reivindicações em destaque, apresentadas nesta sexta-feira 15, pela CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil) e representantes das federações sindicais ao banco, durante mesa de negociação sobre Igualdade de Oportunidades, realizada por ocasião da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2022 (campanha salarial).


“Muitas vezes o assédio sexual é um crime associado ao assédio moral. São duas coisas graves, distintas, mas que no cotidiano se misturam”, destacou Magali Pontes, representante da Fetrafi-NE.

O diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e coordenador da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), João Fukunaga, completou que tem aumentando os casos onde as denúncias que chegam aos sindicatos são, em princípio, de assédio moral, mas conforme a investigação do caso avança descobre-se que também houve assédio sexual.

“É claro que existem casos em que só existe o assédio moral, sem relação alguma com o assédio sexual. Mas temos observado esse fenômeno, da pessoa que pratica assédio sexual, também promover o assédio de outras formas”, destacou ao site da Contraf-CUT.

Reivindicações

“Pedimos (1) a formação permanente do quadro de funcionários sobre o combate ao assédio; (2) o acolhimento e proteção das vítimas; (3) a criação de uma comissão bipartite, com a participação dos sindicatos locais na apuração dos fatos e troca de ideias sobre a confecção dos materiais; e (4) punição exemplar de quem pratica assédio”, pontuou Fernanda Lopes, dirigente do Sindicato e representante da Contraf-CUT na CEBB.

“Reconhecemos que o BB implementou rapidamente os canais contra assédio na empresa, em comparação a outros bancos. Mas esses mecanismos ainda são pouco conhecidos pelos funcionários e funcionárias”, ressaltou Fernanda, que também é secretária da Mulher e coordenadora do projeto Basta! Não vamos nos calar na Contraf-CUT.

Resposta do banco

Os representantes da direção do BB concordaram em acolher as demandas dos funcionários, dada a necessidade de “avaliar e aprimorar” os mecanismos de combate ao assédio. Também confirmaram o compromisso fechado na mesa única de negociação entre a Febraban e o Comando Nacional.

Dados nacionais

Até junho de 2022, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já havia registrado um número de denúncias de assédio sexual equivalente a 63% do total de ocorrências em todo o ano de 2021. Segundo dados de outra pesquisa, produzida em 2020 pela Think Eva em parceria com o Linkedin, quase metade (47,12%) das mulheres entrevistadas declararam ter sido vítimas de assédio sexual em algum momento da vida. Neste universo, a maioria são as mulheres negras (52%) e que recebem entre dois e seis salários mínimos (49%). E, como se não bastasse essa realidade, uma em cada seis vítimas dessa violência no ambiente de trabalho pede demissão.

Esses dados foram apresentados pela advogada Phamela Godoy, assessora técnica da Contraf-CUT. “Para que a mulher denuncie, ela precisa romper uma grande cultura social, na qual foi criada, que a culpabiliza quando sofre, nas ruas, abusos pela forma como se veste ou como se comporta. Então, quando ela sofre abuso quando entra no banco, também há tendência de se sentir culpada ou com medo que os demais à responsabilize. Por isso, o acolhimento é fundamental”, explicou.

Outra pesquisa relevante apresentada pela advogada foi a do Ipespe, encomendada pela Febraban e divulgada em março deste ano: 59% das vítimas que não denunciam o assédio sexual se calam por medo de represália e perseguição; 19% por vergonha; 15% por medo de que não acreditem que o fato aconteceu; e 10% por falta de confiança na Justiça.

Combate ao Racismo e respeito à diversidade

Por conta da dimensão dos debates sobre assédio moral e sexual, não houve tempo hábil na reunião desta sexta de debater as pautas de combate à discriminação, por salários iguais para trabalho de igual função, independente de condição física, raça, cor, gênero, idade e orientação sexual.

O banco se comprometeu a apresentar uma nova data para retomar a mesa de Igualdade de Oportunidades e para contemplar o debate sobre as demais reivindicações. A empresa também recebeu, nesta semana, as pautas dos grupos de Combate ao Racismo e de Diversidade Sexual, Afetiva e Comportamento.

Fonte: Contraf-CUT, com edição de Spbancarios

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