quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Projeto ameaça direito de greve dos bancários

PL 817/2022 foi retirado da pauta de votação, mas ameaça ainda permanece.




O Projeto de Lei (PL) 817/2022, que ameaça o direito de greve da categoria bancária, ao alterar a Lei 7.783 de 1989 (Lei da Greve) e define os meios eletrônicos de pagamentos e transferências bancárias como serviço essencial, estava na pauta de votação desta quarta-feira (7), na Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados, mas foi retirado após pressão da representação sindical da categoria.


“O projeto do Kim Kataguiri (União/SP), em si, é pernicioso. Com o acolhimento, pelo relator, de uma emenda do deputado Eli Corrêa Filho (União/SP), fica ainda pior e praticamente anula o direito de greve da categoria bancária, prejudicando a correlação de forças nas mesas de negociações com os bancos” observou o secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão, que é o responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento da tramitação de temas de interesse da classe trabalhadora no Congresso Nacional.

O dirigente da Contraf-CUT disse que um trabalho articulado com deputados comprometidos com a classe trabalhadora conseguiu retirar o projeto da pauta de votação. “A retirada momentaneamente da pauta foi obtida com muita luta. Agora, precisamos que a categoria nos ajude a pressionar os deputados para que este projeto seja definitivamente engavetado”, disse.

Jefão orienta que bancárias e bancários acessem a enquete da Câmara sobre o PL digam que discordam totalmente do projeto.

Olho nos deputados

Além de acessar o site da Câmara para mostrar sua discordância do projeto, Jefão pede para que a categoria e toda a classe trabalhadora fiquem atentas à atuação dos deputados. “Não é a primeira vez que estes deputados apresentam projetos que prejudicam a classe trabalhadora. A categoria precisa estar atenta a isso! E quando chegar as eleições, não votar e pedir para que seus familiares e conhecidos não votem nestes candidatos, que atuam contra os trabalhadores”, pontuou.

“Além de ficarem de olho nos deputados, é preciso que a categoria fique atenta à atuação partidária. Os deputados são do mesmo estado e do mesmo partido. Eles se articulam na votação de projetos contra a classe trabalhadora. É preciso que os bancários do estado de São Paulo também se articulem numa campanha para mostrar nas bases destes deputados o que eles fazem no Congresso: se unem para massacrar os trabalhadores”, disse. “Precisamos cortar o mal pela raiz. Impedir que eles se elejam”, concluiu Jefão.

Fonte: Contraf-CUT
https://contrafcut.com.br/noticias/projeto-ameaca-direito-de-greve-dos-bancarios/

Itaú: pressão absurda por metas gera adoecimento e demissões

A pressão absurda por metas de vendas de produtos bancários no Itaú não para de aumentar. Tal situação está levando os bancários da instituição a adoecerem e cometerem erros, que em última instância podem levá-los a perder o emprego. 



Nas últimas semanas, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região atendeu diversos trabalhadores que foram contatados, ou até mesmo desligados, pela Gerência de Inspetoria do Itaú. Em alguns casos, estes trabalhadores não deveriam nem mesmo ter sido acionados, uma vez que se tratam de reclamações de clientes que realizaram a contratações de produtos bancários seguindo todos os procedimentos de segurança. 

Já em outros casos, bancários foram demitidos por descumprimento da Política Corporativa de Prevenção a Atos Ilícitos. Entretanto, na grande maioria destes casos, este descumprimento – especialmente em vendas de Consórcios e Seguros, itens que geraram vários desligamentos nas últimas semanas - é resultado de erros cometidos pelo trabalhador por conta da enorme pressão para bater metas abusivas e falta de treinamento com foco na RP-50. 

“Os bancários do Itaú são treinados apenas para vender, vender e vender. E, apesar de cada agência ter as suas especificidades, que não permitem que tenham os mesmos resultados que outras unidades, a mensuração dos resultados no GERA não leva isso em consideração”, relata a dirigente do Sindicato e bancária do Itaú Márcia Basqueira.  

“Também não são considerados obstáculos que fogem da alçada do bancário. Em novembro, por exemplo, o banco realizou a adequação do seu servidor, tornando o sistema inoperante por vezes nas agências; tivemos feriados; jogos do Brasil na Copa; e as metas não diminuíram”, acrescenta.  

GERA 

O Itaú incentiva que os bancários busquem pontuações bem acima dos 1.000 pontos no GERA, que na teoria seria a meta de empregabilidade. Ocorre que, caso o trabalhador entregue somente os 1.000 pontos, é enquadrado como “baixa performance”. Já os que entregam 1.200 pontos, vislumbrando uma remuneração variável melhor, passam também a ser pressionados a pontuarem cada vez mais.  

“O que interessa para o banco são as performances de 1.300, 1.400, 1.500 e até 1.600 pontos. Os bancários que não alcançam essas ‘super performances’ são pressionados a buscar de qualquer forma tais resultados. Afinal, para o Itaú, se alguns conseguem, todos deveriam conseguir. Este é um falso discurso meritocrático, uma vez que especificidades de cada unidade, assim como do período avaliado, não são levadas em conta”, critica a dirigente do Sindicato.  

Adoecimento e demissão 

De acordo com Márcia Basqueira, estes trabalhadores, pressionados e expostos ao extremo no ambiente de trabalho, acabam adoecendo. Outros incidem em erros que podem levar a sua demissão.  

“Quando ‘investigados’ pela Gerência da Inspetoria, são demitidos. Uma forma do banco passar a imagem de que não compactua com ‘desvios’. Porém, o Itaú não atua na causa destes erros, que é justamente uma gestão onde sobra pressão por metas absurdas e faltam mensuração e treinamento adequados, nos quais os bancários possa de fato vender produtos bancários de acordo com o perfil do cliente. Faltam também ações, e tempo, para que o bancário se mantenha informado sobre a Política Corporativa de Prevenção a Atos Ilícitos; Regras Conheça seu funcionário;  e RP-50, Regras de Orientação e Aplicação de Medidas Disciplinares”, denuncia a dirigente. 

Omissão e bodes expiatórios

Bancários demitidos alegam que foram penalizados por práticas comuns e que gestores compactuam com as mesmas. Por trás desta postura, está a pressão absurda e ameaças de demissão que os trabalhadores são submetidos rotineiramente nas agências. De acordo com as denúncias dos trabalhadores, muitas performances fora da curva não estão totalmente em conformidade com as regras, que gestores fazem vista grossa e, quando alguma situação cai na Gerência de Inspetoria, um trabalhador é feito de bode expiatório e demitido.   

"É muito triste quando atendo um trabalhador e pergunto se ele tinha conhecimento dos procedimentos internos e o mesmo diz que não. Afirmam que todas as reuniões são para falar de metas, metas e metas. Não existe tempo para ler circulares e fazer cursos cujo foco não seja vendas. Cobramos que o Itaú reveja esse modelo de gestão. Por exemplo, o trabalhador poderia ter a autonomia de focar em itens de pontuação maior, ao invés de ser pressionado pela venda de itens como Consórcios e Seguros, rentáveis, mas com pontuação menor. Além disso, é necessário que sejam consideradas as especificidades de cada agência e do período. Enfim, este modelo de gestão tem diversos erros graves que precisam ser corrigidos. O que é inadmissível é que o bancário perca o emprego e a saúde por conta de um modelo de gestão que o massacra”, conclui Márcia Basqueira.

Fonte: https://spbancarios.com.br/12/2022/itau-pressao-absurda-por-metas-gera-adoecimento-e-demissoes

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Bradesco atende reivindicação da COE e lança campanha contra covid-19

Nova onda de contágio assusta categoria, que tem contato direto com a população


Depois da reivindicação da Comissão de Organização dos Empregados (COE), o Bradesco inicia, nesta quarta-feira (23), nova campanha de prevenção contra a covid-19. O aumento nas internações de adultos e crianças e o crescimento de exames positivos para a doença já indicavam mais um recrudescimento da pandemia neste ano. Essa impressão é confirmada pela taxa de transmissão (Rt) do vírus, que disparou em novembro e atingiu os mesmos patamares alcançados entre maio e junho, quando ocorreu a última onda de contágios.

Até o dia 7 de dezembro o banco fará ações explicando a importância dos cuidados e da prevenção. “A pandemia não acabou. Nós temos que nos cuidar. Por isso, cobramos do banco que nos ajude a conscientizar os trabalhadores e os clientes”, afirmou a coordenadora da COE do Bradesco, Magaly Fagundes.

Protocolo de covid

A COE cobrou ainda o reforço dos novos protocolos da covid-19 entre os funcionários, que foram alterados com o avanço das vacinações. “Os cuidados devem ser redobrados, pois as atividades dos bancários são sempre em contato com muitas pessoas”. Magaly orienta, ainda, que “todos sigam os protocolos de saúde, conforme a orientação de especialistas, mesmo sem a obrigação legal que vigorou até alguns meses atrás, pois esse é o único caminho para proteger a si mesmo, a família e a sociedade como um todo”.

Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico e, se testar positivo, entrar em contato com o Lig viva bem. A partir do teste, ficar afastado por sete dias. A agência será higienizada.

Fonte: Contraf-Cut (https://contrafcut.com.br/noticias/bradesco-atende-reivindicacao-da-coe-e-lanca-campanha-contra-covid-19/)

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Cassi: diretoria convoca reunião com entidades para admitir rombo de R$ 366 milhões

Diretoria ainda propõem jogar nas costas de associados déficit ocasionado por falhas de gestão


De forma intempestiva e desrespeitando a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as entidades representam os associados (Anabb, Aafbb e Faabb), diretores e representantes de conselhos da Cassi, convocaram para a tarde desta segunda-feira (14) uma reunião onde admitiram déficit de R$ 366 milhões no Plano Associados.


“Elencamos uma série de problemas. Primeiro, parece que a Cassi quer assumir o papel da Comissão de Empresa, que representa os associados na entidade de assistência dos funcionários do BB. Segundo, finalmente admitiu a situação de déficit do Plano Associados, que denunciamos diversas vezes, bem antes de os novos eleitos da Cassi tomarem posse, em junho deste ano. E, além de tudo isso, apresentaram uma proposta vergonhosa, que onera apenas os associados, com aumento de coparticipação que pode chegar a 50%. Isso impactaria apenas aos associados, pois o banco não colocaria um tostão na coparticipação”, denuncia o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga.

Ele observa ainda que a decisão de aumentar a coparticipação, foi levada para uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo na manhã desta segunda, antes da reunião com as entidades. “Então, ao que tudo indica, eles chamaram essa reunião, no período da tarde, já com uma proposta, na tentativa de que as entidades que representam os trabalhadores homologassem”, completa.

“Todos nós, de forma unânime, não aceitamos as propostas colocada na mesa pela Cassi. Porque a única oferta foi reajustes naquilo que fere diretamente os associados, como se o adoecimento fosse culpa única e exclusivamente deles, o que não é. Muito dos associados carregam doenças provocadas no trabalho, pelas metas abusivas. Então, o banco tem que ser responsabilizado”, pondera Fukunaga.

Trabalhadores vinham alertando

“A postura das diretorias da Cassi, formada por indicados do BB e eleitos do chamado Grupo Mais, não é transparente com os associados, que até hoje só sabem da real situação deficitária por denúncias das entidades representativas dos trabalhadores”, pontua Fukunaga ao destacar que sucessivas matérias foram publicadas somente ao longo deste ano sobre o déficit que vinha se acumulando no Plano Associados.

“Quando o material de campanha da chapa que a Contraf-CUT apoiava falou do déficit, a Comissão Eleitoral da Cassi veio para censurar, para que fosse retirado de circulação. Entretanto, essa proibição não estava no regulamento das eleições e, agora, passado algum tempo, estávamos certos. Ou seja, admitiram que já vinha ocorrendo déficit, porque o déficit operacional da Cassi começa durante o ano e não agora nesses últimos meses”, completa Fukunaga, observando que a administração teve tempo suficiente para promover mudanças estruturais que proporcionassem sustentabilidade no longo prazo.

“Esconderam esse déficit porque tinham uma chapa concorrendo, apoiada pelo banco e por diretores já presentes na entidade, entre eles o [Carlos Emílio] Flesch, [diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes], pertencente ao Grupo Mais. Então perguntamos: o banco admite que apoiava o Grupo Mais nas eleições da Cassi, o que explica a razão de ter escondido o déficit operacional? Por isso que não deixou a outra chapa publicar sobre o déficit e tirou o relatório Visão Cassi do ar por cerca de seis meses?”, questiona Fukunaga.

Entidades têm propostas

O coordenador da CEBB destaca que os representantes dos trabalhadores não aceitaram o programa de contingenciamento colocado na mesa pela direção da Cassi, por onerar única e exclusivamente os associados. Ele ainda destacou que já existem propostas das entidades, dentre elas estão o retorno da taxa administrativa, já acordada na Reforma Estatutária; recursos de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre ressarcimento de ações trabalhistas, onde parte que é devida pelo banco seria direcionada à Cassi; e por fim, que o BB, como patrocinador, assuma das despesas que a Cassi teve no combate à covid-19.

“Parte dessas propostas já foram aceitas e reconhecidas pelo banco o que falta da Cassi é cobrar. Então, porque onerar os associados antes de cobrar que o banco responda a esses pedidos? E como são capazes de propor essa discussão que onerar os associados, na véspera de mudança do governo? Ou seja, essa atual administração, indicada pelo banco, quer mostrar somente agora serviço, onerando o associado com o lucro astronômico que o BB teve, sendo que pode ser que eles saiam da Cassi, com as mudanças no Planalto?”, pontua Fukunaga.

Estratégia Saúde da Família

“Com a Reforma Estatutária de 2018/2019, a Cassi assumiu o compromisso de ampliar a Estratégia Saúde da Família (ESF). E eles nunca apresentaram o relatório a respeito desse compromisso. Hoje foi dito que temos 240 mil famílias na ESF e que a meta colocada pelo presidente da Cassi é crescer 600 mil em apenas seis meses. Ou seja, o que eles não fizeram em cinco anos, querem fazer em seis meses?”, conclui o coordenador da CEBB, arrematando que, em 2018, a Accenture, empresa de consultoria contratada pela própria Cassi, já recomendava a ampliação do modelo que melhora resultados de saúde, otimizando custos.


Fonte: Contraf - CUT

https://contrafcut.com.br/noticias/cassi-diretoria-convoca-reuniao-com-entidades-para-admitir-rombo-de-r-366-milhoes/

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Você sabia? Bancário(a) estudante tem direito à falta abonada em dia de prova

Bancárias e Bancários que sejam estudantes têm direito ao abono de falta ao serviço e que a mesma seja considerada como dia de trabalho efetivo, para todos os efeitos legais, em determinadas condições.


As condicções que permitem o abono de falta ao serviço são:

  • Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior;
  • Nos dias de prova escolar obrigatória, mediante aviso prévio de 48 (quarenta e oito) horas, desde que comprovada sua realização em dia e hora incompatíveis com a presença do empregado ao serviço. A comprovação da prova escolar obrigatória deverá ser efetuada por meio de declaração escrita do estabelecimento de ensino.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Trabalhadores do Itaú conquistam anistia total das horas negativas

Banco de horas negativas foi negociado para garantir os direitos dos trabalhadores que foram afastados ou colocados em regime de rodízio nas agências, por conta da pandemia.





Os trabalhadores que não conseguiram compensar as horas negativas até esta segunda-feira (31), terão o banco de horas anistiado completamente. A conquista foi negociada entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco, em reunião realizada na última sexta-feira (28). ENQUANTO ISSO, O ISOLADO SEEBMA NÃO FEZ NADA.

O acordo de banco de horas negativas foi negociado para garantir os direitos dos trabalhadores que foram afastados ou colocados em regime de rodízio nas agências, por conta da pandemia de coronavírus.

O acordo de compensação das horas negativas, assinado em fevereiro de 2021, previa que os bancários teriam um período de 18 meses, a partir do mês de março seguinte, com o limite de duas horas por dia, para compensar as horas que faltavam. Este acordo seria revisado a cada três meses, podendo ser prorrogado em mais seis meses, caso os trabalhadores não conseguissem zerar a dívida de horas.

Para Jair Alves, coordenador da COE, foi um ótimo caminho para solucionar um problema tão grande e inesperado. “Este encerramento mostra como este acordo decisivo foi acertado, ao ser negociado num momento muito difícil para a classe trabalhadora e para todo o mundo.”

Todos os membros do COE salientaram como a boa relação que construíram com o departamento do banco foi positiva para os trabalhadores. “Ainda temos muitos pontos pela frente para negociar, como o parcelamento de dívidas, PCR e teletrabalho”, concluiu Jair.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Funcionários do BB temem privatização

 Em quatro anos, banco público encerrou 1.500 agências e dispensou mais de 10.500 funcionários



Funcionários do Banco do Brasil estão preocupados com a sinalização, cada vez mais forte, do atual governo de privatizar a entidade. O ministro da Economia, Paulo Guedes, que continuará no cargo caso ocorra a reeleição, conseguiu tirar do papel a privatização de Eletrobrás, Correios e BR Distribuidora, tendo manifestado diversas vezes que o BB está “na fila”.

“Observamos preocupados esse interesse de vender o BB, que coloca em risco tanto o futuro dos trabalhadores quanto o futuro do país, dada a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento do país e como indutor da economia local”, avalia Rafael Matos, que foi o primeiro Representante dos Funcionários (Caref) eleito no Conselho de Administração do BB.

Ainda em 2020, o atual presidente da República declarou em uma entrevista à Veja seu interesse em entregar o banco ao mercado somente em 2023, portanto, em caso de reeleição. Em entrevista mais recente à mesma revista, ele voltou a defender as privatizações sob o argumento de que “quanto mais Estado, pior”.

A atual Caref, Débora Fonseca, destaca também que o medo de privatização é um sentimento crescente entre os colegas, “porque são recorrentes as falas do ministro da Economia colocando o BB na pauta de privatizações”, por isso, a eleição presidencial passa a ter uma importância especial. “Precisamos avaliar qual candidato se compromete não só com a manutenção do banco, mas também com sua utilização como mecanismo de recuperação econômica”, pondera.

Desmonte silencioso

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, alerta que o BB passou, nos últimos quatro anos, por um processo de redução no número de agências e funcionários, que remete ao mesmo caminho que levou à privatização de outros bancos públicos. “Foram mais de 1.500 agências fechadas e mais de 10.500 funcionários dispensados no período”, relata.

Fernanda Lopes, funcionária do BB e secretaria de Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pontua que, “além de reduzir a oferta de serviço bancário à população”, o processo de encolhimento do banco sobrecarrega os trabalhadores, com aumento de denúncias de assédio moral e metas abusivas.

“Há necessidade de mais contratações pelo BB, não apenas para reequilibrar as tarefas entre os funcionários, mas também para melhorar o atendimento aos clientes, porque, nesse processo de desmonte, periferias e pequenas cidades são as que mais sofrem com filas de espera”, completa.

Fonte: Contraf - Cut (https://contrafcut.com.br/noticias/funcionarios-do-bb-temem-privatizacao/)

Contraf-CUT realiza Conferência Livre dentro da 5ª Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras

Evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial na sede da Contraf-CUT, e virtual por meio da plataforma Zoom A Confed...