segunda-feira, 30 de março de 2020

Coronavírus: Bancos se comprometem a manter quarentena


O Comando Nacional dos Bancários cobrou, nesta segunda-feira (30), e os bancos se comprometeram a manter o isolamento que já colocou mais de 230 mil bancários para trabalharem em casa, em sistema de home office. O compromisso foi assumido durante videoconferência entre o Comado dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).


“Muitos bancários que estão trabalhando em casa têm procurado os sindicatos apreensivos. Buscam saber se a quarentena será mantida, se terão que voltar ao trabalho em suas agências e departamentos, enfim, estão com medo de ficarem expostos ao vírus e serem contagiados”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.



Ivone explicou que a apreensão se deve à ameaça feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, de que editaria um decreto obrigando o retorno ao trabalho e também porque os bancários sabem que se inicia nesta semana um momento crítico do mês, quando aumenta a demanda pelo atendimento nas agências devido ao pagamento do benefício da Previdência, e que, muitos aposentados precisam do atendimento presencial para retirarem seus cartões, uma vez que será o primeiro pagamento que irão receber.



“O Bolsonaro foi irresponsável ao ir para as ruas defender o fim do isolamento social, contrariando todos os cientistas, as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e tudo que os outros países estão fazendo. O Bolsonaro faz mal à saúde pública”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que, juntamente com Ivone, coordena o Comando Nacional dos Bancários.



Ivone ressaltou que, mais do que nunca, é importante que os bancos implantem um sistema eficiente de controle de aceso às agências e o atendimento presencial exclusivo para clientes agendados. “É preciso ter um comunicado geral informando que serão atendidos presencialmente apenas serviços essenciais e casos de extrema necessidade que tiverem sido previamente agendados. Isso dá mais segurança não apenas para o bancário, mas também para o cliente, que não precisará ficar em filas na parte externa das agências”, disse.

Medidas já implementadas

A representação da categoria também cobrou respostas sobre as demais reivindicações de enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus, que vem sendo apresentadas pelo movimento sindical aos bancos desde o dia 12 de março, quando o Comando enviou um ofício à Fenaban com os pedidos iniciais e a solicitação de uma reunião para discutir o assunto.


Durante a reunião, a Febraban informou ainda que cerca de 2.200 agências foram fechadas em todo o Brasil, como medida para evitar a propagação do vírus. Também foram fechados postos de atendimento bancários em aeroportos e hospitais e que voltará a negociar o fechamento daqueles que ainda não foram fechados por solicitação de outras categorias.



A pedido do Comando dos Bancários, o Banco Central reduziu o horário de atendimento ao público pelos bancos. O objetivo é reduzir o tempo de exposição ao vírus e evitar os horários de maior movimento nos meios de transporte.



Também a pedido do Comando, os bancos realizam uma campanha na mídia para orientar os clientes sobre o uso dos meios digitais; caixas eletrônicos, assim como sobre os riscos da contaminação pelo coronavírus.



Os bancos disponibilizam álcool gel para os bancários que continuam trabalhando para manter as atividades essenciais do serviço financeiro e atender os casos de extrema necessidade.



“Algumas medidas negociadas foram implementadas, porém ainda precisam ser cumpridas com mais eficiência. Não pode, por exemplo, faltar álcool gel nas agências. Sem isso, o bancário não pode trabalhar para não ficar sujeito ao contágio”, alertou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que, Juntamente com Ivone, coordena o Comando Nacional dos Bancários.



“Também existem pessoas com suspeita de contágio, mas gestores não querem afastá-las; descumprindo aquilo que negociamos. Portanto é preciso que todas as unidades sigam as determinações,” cobrou Juvandia. O Comando também cobrou procedimentos para que os clientes mantenham a distância um do outro nas filas, pois isto não está sendo realizado em muitos locais.



“Os bancários continuam trabalhando no autoatendimento. Isso os coloca diretamente em risco e vai contra aquilo que trabalhamos desde o primeiro dia”, completou a presidenta da Contraf-CUT.

Suspensão das demissões, das metas e manutenção dos direitos

Na semana passada, dois dos três maiores bancos privados do país comunicaram que não demitirão funcionários enquanto durar a pandemia.


Juvandia ressaltou a importância da manutenção dos empregos, não somente para a categoria, mas para toda a sociedade, mas cobrou o compromisso também dos demais bancos privados, a exemplo do Bradesco que ainda não falou nada.



Outra reivindicação da categoria foi a suspensão da cobrança pelo cumprimento metas. Os bancos disseram que priorizaram o debate sobre questões que envolvem a saúde dos trabalhadores e clientes e o assunto não foi discutido ainda. Mas, que foi orientado para que os bancos ajam com razoabilidade.



Alertada que tem até poucos dias tinha banco cobrando até prospecção de clientes, a Fenaban disse que voltará a pedir razoabilidade aos bancos e que isso não vai mais acontecer.



A presidenta da Contraf-CUT lembrou ainda que o governo tem tomado medidas para atender o setor bancário e dar mais liquidez aos bancos, liberando 1,2 trilhão para o setor financeiro. “Agora, os bancos precisam dar retorno à sociedade para que o Brasil consiga superar essa situação o quanto antes e a economia possa se reerguer depois que a pandemia passar”, disse Juvandia.



“Deu um trabalho enorme esse governo liberar recursos pro povo. Não fosse a pressão e articulação das Centrais Sindicais não teria saído os R$ 600,00. Porém as medidas de crédito às pequenas e médias empresas é insuficiente. Serão 40 bilhões ao todo e exclui as micros empresas que tem arrecadação menor que os 360 mil. O que vai deixar muitos sem receber nada. Defendemos também que esses recursos não precisem ser devolvidos, seja a fundo perdido”, finalizou Juvandia.



A presidenta da Contraf-CUT cobrou ainda que os bancos não cumpram as medidas previstas nas Medidas Provisórias 927 e 928/2020, do Governo Federal, que autorizam as empresas a negociarem diretamente com os trabalhadores, sem a intermediação dos sindicatos.



“Valorizamos muito nossa mesa de negociações, que é um exemplo de como é importante patrões e trabalhadores decidirem juntos sobre questões que envolvem a classe trabalhadora. É por isso que questionamos a medida provisória do governo e vamos usar todos os recursos para que ela não seja implementada”, concluiu.

Fonte: CONTRAF/CUT

domingo, 29 de março de 2020

SEEB/MA se beneficia com quase meio milhão de reais, conquistado com a luta do Comando Nacional







      O Sindicato dos bancários do MA, ganharam de presente em 2019 e 2020, um adicional extra de quase meio milhão de reais, por conta da arrecadação da taxa negocial, (conforme anexo e mais do primeiro trimestre de 2020, ainda não divulgado) firmado entre os bancos e os sindicatos, mediante o acordo coletivo bianual, que os mesmos tanto criticaram.  Fizeram maior barulho contra a CCT 2018/2020, firmado entre o Comando Nacional e a FENABAN, cujo acordo até agora, vem salvando a categoria dos ataques dos patrões, contra os direitos trabalhista, preservando também os já conquistados. 

  Com aumento real nos dois anos consecutivos após a assinatura do acordo, cujo acordo o SEEB/MA também assinou, Os bancários de todo Brasil garantiram um aumento real, que apenas menos 50% das outras categorias conquistaram. Foram contra a tal ponto, de saírem divulgando nos jornais e no site do SEEB/MA, alegando que o acordo foi prejudicial a categoria e que devolveriam a taxa negocial para os bancários. 

  Ocorre que os mesmos, vem se beneficiando com a essa taxa negocial e com os direitos advindos da CCT de 2018/2020. Só devolveram para aqueles que solicitaram mediante requerimento, que apesar da devolução, corresponde apenas um quinto arrecadado por eles. Se de fato fossem realmente contra a taxa negocial, solicitariam em aditivo no momento da assinatura da CCT 2018/2020, pedindo a exclusão dos Bancários  no Maranhão dessa contribuição, de repassarem ao SEEB/MA. Observem no balanço no site do sindicato, em prestação de contas do terceiro trimestre do ano de 2019, o percentual devolvido, corresponde apenas um quinto arrecadado.

 Com a reforma trabalhista, feito por encomenda pelos patrões, acabou o imposto sindical, sem prever nenhuma forma de financiamento das entidades representativas dos trabalhadores, numa clara tentativa de enfraquecer o movimento sindical e, assim, reduzir ainda mais direitos.

   Isso mostra mais uma vez, que o SEEB/MA vem se apropriando das lutas do comando nacional, com um falso discurso moralista, sem compromisso com a classe trabalhadora, se isolando dos demais sindicatos bancários do Brasil, prejudicando os bancários, tentando desinformar a categoria  e transformar o sindicato do Maranhão em uma Coréia do Norte, os isolando de todas as notícias bancárias que acontece no cenário nacional.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Coronavírus: Comando dos Bancários e Fenaban se reúnem na 2ª feira para debater reivindicações ainda pendentes





O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reúnem na manhã de segunda-feira (30) para dar continuidade às negociações sobre as medidas a serem implantadas pelos bancos no enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus.
O Comando vai cobrar respostas sobre as reivindicações que apresentou na última reunião, que ainda não tenham sido implementadas pelos bancos, como, por exemplo, o compromisso de não demitirem trabalhadores durante o período em que perdurar o estado de calamidade e/ou a pandemia no país. Dos três maiores bancos privados do país, o Bradesco foi o único que ainda não assumiu este compromisso.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 26 de março de 2020

Justiça manda agências bancárias de Curitiba fecharem a partir desta quinta





Agências do bancos Santander, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banrisul e Banco Safra de Curitiba e de cidades da região metropolitana deverão ficar fechadas a partir de quinta-feira (26) por causa do isolamento imposto como forma de combater a proliferação do novo coronavírus. As agências destes bancos deixam, assim, de prestar atendimento presencial ao público na capital, como determina a Ação Civil Pública acolhida na tarde desta quarta-feira (25) pelo juiz José Wally Gonzaga Neto da 20ª Vara do Trabalho de Curitiba, por meio de decisão de tutela provisória.
A ação foi movida pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e região, baseada no direito coletivo dos trabalhadores dos bancos de terem sua saúde protegida. Conforme a decisão, o pedido atende leis federais e o decreto 4318/2020 assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), que elenca, entre os serviços e atividades essenciais: “compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras”.
Ao procurar a Justiça, o sindicato alegou que os bancos réus estão descumprindo o decreto do governador do Paraná, mantendo abertas agências bancárias para atividades presenciais não essenciais, pois “após o advento das novas tecnologias de trabalho e a informatização dos sistemas bancários, muitas das atividades realizadas pelos bancários são feitas on-line por aplicativos e via homebanking”.
Além de fechar as agências, os bancos também deverão dispensar a presença no posto de trabalho dos funcionários que prestam serviços considerados não essenciais.
Pela ação, a obrigatoriedade de fechamento é somente para as agências dos bancos citados. O fechamento da agências de outras redes bancárias ainda será negociado pelo sindicato da categoria com os demais bancos.
Em caso de descumprimento da decisão desta quarta-feira, os bancos deverão pagar multa de R$ 500 mil por dia, mas as instituições bancárias ainda podem recorrer na Justiça.”
Fonte: Gazeta do Povo
Diretoria Executiva da CONTEC

terça-feira, 24 de março de 2020

Comando Nacional dos Bancários conquista garantia dos empregos no Itaú e Santander


Negociação coletiva já possibilitou que mais de 200 mil bancários fossem liberados para o trabalho em casa, assim como todos que fazem parte dos grupos de riscos liberados e as gestantes, dentre outras conquistas
  • Contraf-CUT, com edição da Redação Spbacarios
  • Publicado em 24/03/2020 20:57 / Atualizado em 24/03/2020 20:58
Arte: Contraf-CUT
Em reunião por videoconferência realizada nesta terça-feira 24, o Comando Nacional dos Bancários debateu sobre as respostas dadas pelos bancos a partir das reivindicações da categoria e avaliou a situação após as medidas já implantadas após cobrança do movimento sindical.
Os bancos Itaú e Santander informaram ao Comando Nacional dos Bancários que acataram a reivindicação e que não demitirão trabalhadores enquanto a pandemia gerada pelo novo coronavírus (Covid-19) não for dissipada.
“É uma grande conquista a suspensão das demissões no Itaú e Santander durante a pandemia. Vemos vários setores anunciando ou realizando desligamentos”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Isso é fruto da luta de uma categoria que se organiza nacionalmente e se mantém unida”, completou a presidenta da Contraf-CUT ao se solidarizar com os trabalhadores de outras categorias e dizer que os bancários vão continuar na luta por renda mínima para todos os desempregados e sem renda nesse momento trágico de pandemia, bem como continuaremos questionando a atual MP 928/2020, considerada MP da Morte.

Trabalho em casa

Juvandia destacou também que os bancos aceitaram liberar grande parte dos trabalhadores para trabalhar de suas casas, em sistema home office. Em todos os bancos, os funcionários do grupo de risco e gestantes, estão em casa. “É outra vitória de nossa negociação coletiva. Mais de 200 mil trabalhadores já foram liberados para trabalhar em casa. Com a garantia da manutenção dos salários e dos direitos”, disse Juvandia.
Além de liberar trabalhadores para trabalhar em casa, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram que vão manter apenas os serviços essenciais e que o atendimento presencial apenas das pessoas que não têm como usar outro meio, de modo a garantir a sobrevivência dos usuários e clientes.
Santander, Itaú e Bradesco também estão adotando medidas de contingenciamento para a entrada nas agências.
“Já percebemos a diminuição das reclamações que vinham das agências. Nossa atuação organizada foi fundamental para isso”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, que compõe a coordenação o Comando Nacional dos Bancários, juntamente com a presidenta da Contraf-CUT. “Agora, temos que resolver problemas que ainda persistem nos departamentos, como as centrais de atendimento em call centers, onde há grande concentração de pessoas trabalhando e correndo risco não apenas de contágio, mas também de assaltos nas ruas vazias devido ao isolamento social”, concluiu.

Outras conquistas

Os bancários também conquistaram a antecipação do 13º em vários bancos, como forma de garantir renda e ajuda aos familiares.
O Santander fechou parte das agências por localidade e colocou parte do quadro de funcionários em férias coletivas.
Todos os que estão com suspeita de terem contraído o vírus e os que tiveram contato com estes, foram liberados do trabalho e as unidades em que eles trabalham são higienizadas segundo as orientações das autoridades sanitárias, conforme acordado.
Os bancos também prometeram intensificar as campanhas de comunicação, inclusive na TV, sobre as medidas sanitárias de prevenção e as posturas sociais a serem tomadas para impedir , ou reduzir a propagação da doença.

Santander atende pedido do Comando dos Bancários e não demitirá durante a pandemia

Atendendo pedido do Comando Nacional dos Bancários, o banco Santander emitiu nota comunicando que não iniciará nenhum processo de demissão em todo o território nacional durante o período mais crítico da epidemia de COVID-19.

“A medida é necessária para evitar a apreensão que existe entre os funcionários, que temiam a demissão pelo descumprimento de metas, ou por deixar de trabalhar em virtude das medidas tomadas contra o contágio e a propagação da doença”, disse o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Mario Raia.

“É uma pena que a medida não tenha sido proativa, mas uma reação do banco às cobranças do movimento sindical. Neste momento de crise, o banco deveria pensar de uma forma mais humana e se preocupar mais com a saúde de seus funcionários e clientes”, completou o dirigente da Contraf-CUT.

A nota do banco informa, ainda, que haverá demissões apenas nos casos de justa causa ou de violação do Código de Ética da organização.

Outras reivindicações

Em reunião por videoconferência, realizada na manhã de segunda-feira (23), o Comando Nacional dos Bancários apresentou uma relação com 17 reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Entre as reivindicações, o movimento sindical pede para que os bancos mantenham apenas as atividades consideradas essenciais pelo decreto 10.282/2020, que, no setor financeiro, são: “compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras” e que, além disso, o atendimento dos casos de extrema necessidade (como, por exemplo, os idosos que não tenham como usar outro meio e dependam do atendimento para sua sobrevivência), sejam realizados somente mediante agendamento prévio, para preservar os clientes e os trabalhadores.

Os bancos vão responder às reivindicações do Comando Nacional dos Bancários ainda nesta terça-feira (24).
Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 23 de março de 2020

Bolsonaro revoga MP que permitia suspensão de contrato por até 4 meses


Após repercussão negativa, presidente anunciou pelas redes sociais da medida provisória



Bolsonaro estuda medidas econômicas para conter crise (foto: SERGIO LIMA/AFP)
Bolsonaro estuda medidas econômicas para conter crise(foto: SERGIO LIMA/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou a MP que permitia a suspensão de contrato de trabalho por até quatro meses. A informação foi divulgada por ele na tarde desta segunda-feira (23) nas redes sociais.
“Determinei a revogação do art.18 da MP 927 que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário”, escreveu o presidente.
Anteriormente, ao comentar a Medida Provisória (MP) editada na noite deste domingo (22), Bolsonaro disse por meio do Twitter que o governo poderia prestar auxílio. “Esclarecemos que a referida MP, ao contrário do que espalham, resguarda ajuda possível para os empregados. Ao invés de serem demitidos, o governo entra com ajuda nos próximos 4 meses, até a volta normal das atividades do estabelecimento, sem que exista a demissão do empregado”, escreveu o presidente. No entanto, o chefe do Executivo não deixou claro como se daria o auxílio para os empregados atingidos pela medida.
Mais cedo, na saída da residência oficial, Bolsonaro disse que a MP ‘flexibiliza a CLT’. Ele apontou ainda uma outra medida, que permitiria colocar funcionários de férias. Segundo ele, a opção é ‘melhor do que ser demitido’.
“Flexibiliza mais ainda a CLT. É uma maneira de preservar empregos, diminui o tempo do aviso prévio, permite que se entre em férias agora que é melhor do que ser demitido. Basicamente, é por aí essa nossa medida. Outras medidas estão sendo tomadas como fizemos no final de semana vídeo com o presidente do BNDES transferindo recurso do PIS/Pasep para o fundo de garantia. O que nós queremos é garantir ao povo parte do que ele tem direito. São R$ 55 bilhões, visa você redirecionar os seus empréstimos, ou melhor dá uma novo prazo que esse empréstimo seja pago. Abre crédito para empresa. A mesma coisa será anunciada pela Caixa durante a semana agora. Novidades que são bem vindas obviamente pela situação em que o Brasil se encontra”, destacou.
Questionado se a suspensão temporária dos contratos poderia piorar a situação de pessoas em vulnerabilidade ou se o governo estuda a liberação do seguro-desemprego para elas, Bolsonaro voltou a criticar medidas de alguns governadores, como Wilson Witzel, do Rio de Janeiro e João Doria, de São Paulo.
“Seguro-desemprego é automático. Ninguém está demitindo ninguém. O que eu reclamo é que algumas autoridades que estão ministrando o remédio em excesso que leva ao desemprego”, concluiu.
Fonte: CorreioWeb
Diretoria Executiva da CONTEC

Contraf-CUT realiza Conferência Livre dentro da 5ª Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras

Evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial na sede da Contraf-CUT, e virtual por meio da plataforma Zoom A Confed...