segunda-feira, 1 de junho de 2020

BASA fechará agências de Santa Inês e Pinheiro, mas o SEEB/MA nada faz



Inércia! Lentidão! Comodismo! não temos outras palavras para a Diretoria do SEEBMA. O Banco da Amazonia fechará duas agencias no Maranhão e o sindicato não faz nada, além de uma pequena nota de site.
Foi publicado no dia 01/06/2020, no Diário Oficial da União (DOU), a decisão da gestão maior do Banco de fechar duas agências (Santa Inês e Pinheiro) – além do PAA Nova Ipixuna – Sudeste do Pará.
A oposição bancária não pode concordar com esse fechamento e exige da Diretoria do Sindicato dos Bancários do MARANHÃO, uma ação política para o enfrentamento ao desmonte desse importante banco público para o nosso Estado. 
Pinheiro e Santa Inês são dois município relevantes para o estado do Maranhão. A população que sofrerá com os impactos negativos de tais medidas, principalmente para os pequenos produtores rurais e agricultores familiares.
A partir da atual conjuntura da política neo-liberal que despretigia o trabalhador, pequeno produtor, vemos que se trata da nefasta política econômica que desassiste ao atendimento e à política de financiamento. Como operar sem o FNO no Maranhão. 
Se o lucro faz parte da dinâmica, lembramos que estamos sob a égide da Constituição que fala da função social e da política de desenvolvimento das regiões que são cobertas pela capilridade bo Banco do Amazônia. O discurso de desenvolvimento tem de ocorrer, pois acima de tudo é constitucional.
A Oposição Bancária do Maranhão pede o apoio de toda a sociedade contra essa lastimável medida.


Por Heraldo Gouveia

Banco do Brasil intimida funcionários com pesquisa





A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) recebeu denúncias de que o banco tem procurado alguns funcionários para fazer uma pesquisa, no mínimo, capciosa.
“A pesquisa começa enganando, perguntando sobre a relação com os superiores, a carga de trabalho, a remuneração e depois chega à parte sindical. Pergunta se é sindicalizado, se tiver greve qual será a posição, se confia mais no sindicato, ou no banco. Durou uma hora e metade da pesquisa foi com questões sindicais”, foi o relato de uma das denúncias.
O banco está sendo acintoso com estas pesquisas. Não podemos admitir que o banco ultrapasse os limites e chegue ao ponto de assediar aos funcionários”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “É mais um ponto que teremos que tratar com o banco numa próxima reunião”, completou.
O dirigente disse ainda que o banco vem tomando algumas atitudes de total desrespeito aos funcionários e às suas representações sindicais. “Determinar o gozo de férias e estipular banco de horas sem sequer comunicar as representações sindicais e nem mesmo o próprio funcionário, em desacordo com o que determina nosso acordo coletivo de trabalho e, agora, esse tipo de pesquisas. São medidas de total desrespeito aos funcionários e seus representantes”, concluiu Fukunaga.
Fonte: Contraf-CUT

BB é condenado por coagir empregado a aceitar acordo de renúncia à estabilidade

Bolsonaro não cogita extinção da Justiça do Trabalho, diz ...







Um empregado contratado pelo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e incorporado pelo Banco do Brasil, em 2009, obteve indenização na Justiça do Trabalho. Judicialmente, ele havia escolhido permanecer na carreira do Besc, com direito à estabilidade, mas sem poder ocupar cargo gerencial. Ele abriu mão de aderir a carreira do Banco do Brasil, sem estabilidade, mas com a possibilidade de exercer cargo em gerência. O caso foi julgado pela Sétima Turma do TST, que entendeu que renunciar à estabilidade significa sacrificar o progresso na carreira. Por unanimidade, a Turma condenou o Banco do Brasil a pagar R$ 30 mil ao funcionário. Confira na reportagem de Luanna Carvalho.
Fonte: TST

Se gostou dessa publicação encaminhe para alguém ficar informado assim como você.
E não esqueça de seguir nossas redes sociais,
para mais informações sobre as notícias bancárias,
acesse nossas redes sociais.



domingo, 24 de maio de 2020

Guedes sonha vender o Banco do Brasil: como isso afetaria a população brasileira?


Guedes sonha vender o Banco do Brasil: como isso afetaria a população brasileira?



Para Paulo Guedes, ministro da Economia, o Banco do Brasil “é um caso pronto de privatização”. A declaração feita em reunião ministerial do dia 22 de abril, se tornou pública nesta sexta (22), após gravações em vídeo do encontro serem liberadas na íntegra por determinação do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

"É um caso pronto e a gente não tá dando esse passo. Senhor já notou que o BNDES e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo", disse Guedes a Jair Bolsonaro (sem partido), na ocasião.

Em seguida, o ministro solicitou a Rubens Novaes, presidente do BB, que confessasse “seu sonho”. Ele, prontamente, comentou a proposta de privatização. Bolsonaro, por sua vez, respondeu aos risos que “isso só se fala em 2023”, referindo-se a um eventual segundo mandato.

Apesar de defendida fervorosamente pelo ministro, a venda do banco público à iniciativa privada parece não ser um bom negócio para grande parte dos brasileiros que depende de linhas de créditos acessíveis para garantir melhores condições de vida.

Veja também: SEEB/MA perde ação em que obrigava os bancos a fazerem testagem pra COVID-19

Conforme explica Gustavo Cavarzan, economista do Departamento Intersindical Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diese), o crédito rural e imobiliário, por exemplo, possui taxas de juros limitadas que beneficiam a população, e que justamente por serem controladas, afastam os bancos privados das ofertas. Por esse motivo, explica o especialista, essas linhas são oferecidas massivamente pelos bancos públicos.

“O sistema financeiro privado torce para que os bancos públicos sejam privatizados porque a partir daí eles passariam a ganhar mercado. Hoje, basicamente, metade do crédito no Brasil é fornecido por bancos públicos. Na medida em que se tira esses agentes de cena, os bancos privados ganham esse mercado e perdem os concorrentes com taxas de juros menores”, detalha Cavarzan.

O sistema financeiro privado torce para que os bancos públicos sejam privatizados.

Dessa forma, com a privatização do Banco do Brasil, a população ficaria refém dos valores determinados pelo oligopólio dos bancos privados para acessar os diferentes programas de crédito, com taxas muito mais altas do que as cobradas pelas instituições públicas.

O especialista ressalta que o BB é responsável por 55% do crédito agrícola no país atualmente - percentual que já foi bem maior antes do governo Temer. No tocante à habitação, a Caixa Econômica Federal responde por quase 70% da oferta de crédito para a casa própria. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) é o grande responsável pelo financiamento de projetos para indústria e infraestrutura em todo o país.

"Onde os bancos privados não querem entrar"

Bárbara Vallejos, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), argumenta que os bancos públicos são instrumentos essenciais para a inclusão financeira da população, sobretudo do Norte, Nordeste e interiores dos estados brasileiros, "regiões onde os bancos privados não querem entrar".

No Nordeste, os bancos públicos são responsáveis 87,3% do crédito concedido. Na região Norte, 94,5%.

Segundo ela, sem a presença de agências e distribuição de crédito, a dinamização das economias locais será comprometida, impactando o desenvolvimento nacional como um todo e aprofundando a desigualdade socioeconômica.

“No Nordeste, os bancos públicos são responsáveis 87,3% do crédito concedido. Na região Norte, 94,5%. Ou seja: os bancos privados não têm grandes interesses [nessas regiões]. Estão nas capitais de alguns estados, mas não têm interesse, de fato, em interiorizar o atendimento”, critica Vallejos, citando dados disponibilizados pelo Banco Central (BC).

De acordo com a entidade estatal, que gere a política econômica brasileira, 82% do crédito imobiliário vem das instituições financeiras públicas, assim como 75% do crédito rural.

“Os dados mostram que sem Banco do Brasil, e sem bancos públicos, de uma forma geral, a população vai ficar muito alijada de atendimento bancário e de acesso ao crédito. Sabemos que o setor privado fornece créditos muito mais caros e tem uma clientela constituída nas classes médias e altas, nas regiões mais urbanizadas do país”, reforça a pesquisadora do Cesit.

A gestão por parte da iniciativa privada pode ainda trazer empecilhos ao acesso a outras políticas sociais executadas pelo BB. Como por exemplo, o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) e o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que favorece 12 milhões de famílias do campo.

“[O Pronaf] É uma política super importante para, por exemplo, possamos garantir que chegue ao supermercado alimentos não tão caros. Se o agricultor consegue pegar um crédito pra sua produção com uma taxa de juros limitada, pode produzir em condições melhores e portanto a comida chega na mesa do trabalhador brasileiro a um preço razoável”, comenta Cavarzan.

Papel essencial

A atuação dos bancos públicos pode ser ainda mais determinante em momentos de crise e retração econômica.

O economista do Dieese aponta os bancos privados possuem uma atuação pró-ciclica. Isso significa que, se vivemos um ciclo econômico de alta e de expansão, os empréstimos financeiros tendem a ser amplificados.

Por outro lado, em meio à recessão econômica como a que o Brasil enfrenta neste momento, o risco aumenta para os bancos privados. Em resposta, as instituições passam a cobrar juros ainda mais caros, reduzem empréstimos ou aumentam os requisitos necessários para obtê-los, aprofundando o ciclo recessivo.

Mas, em momentos de crise, os bancos públicos podem atuar de forma diferenciada - a depender, claro, da escolha política do governo em questão.

“O Brasil fez isso na crise financeira de 2008. Os bancos públicos foram largamente utilizados para reverter a recessão. E então funcionou. Em 2009, há uma pequena queda no PIB, já em 2010 tem uma alta de 10%, muito em função da atuação do crédito dos bancos públicos”, exemplifica Cavarzan.

Falácia

Um dos argumentos utilizados pela forças neoliberais a favor da privatização das empresas públicas, inclusive por Paulo Guedes, é o da ineficiência e da não lucratividade. Entretanto, Bárbara Vallejos, que também é docente da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP), esclarece que esse argumento não pode ser aplicado aos bancos públicos.

A economista destaca que por ser uma empresa mista, o Banco do Brasil paga a maior parte de seus lucros para o governo federal, maior acionista da instituição, em forma de dividendos.

“Os bancos públicos, geraram, entre 2002 e 2016, R$ 203 bilhões para o caixa do tesouro. Se juntarmos todas as estatais, elas somaram quase R$ 286 bilhões. Ou seja, os bancos são muito lucrativos, são bem geridos e rendem dinheiro pro Estado”, endossa Vallejos, acrescentando que os resultados positivos evidenciam uma gestão eficiente.

Desmonte

Os economistas consultados pela reportagem do Brasil de Fato registram que, mesmo com a pressão a favor da privatização se intensificar no governo Bolsonaro, já há uma mudança claríssima na atuação do bancos, fruto de precarização iniciada pela gestão de Michel Temer (MDB).

Gustavo Carvazan afirma que desde 2016 o Banco do Brasil fechou 16 mil postos de trabalho e mais de mil agências bancárias.

“Mesmo com o sucateamento todo, os programas sociais estão de pé. Privatizá-los significaria, de fato, fazer um corte brutal em todas essas políticas. Se já há esse impacto com a mudança de atuação desde 2016, a privatização significaria uma tragédia para os trabalhadores brasileiros”, finaliza o economista.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Santos/SP



Se gostou dessa publicação encaminhe para alguém ficar informado assim como você.
E não esqueça de seguir nossas redes sociais,
para mais informações sobre as notícias bancárias, c
lick nos ícones para acessar nossas redes sociais.





quinta-feira, 21 de maio de 2020

SEEB/MA perde ação em que obrigava os bancos a fazerem testagem pra COVID-19



Mais uma vez o Sindicato dos Bancários do MA sofre uma derrota na Justiça do Trabalho em sede de Mandado de Segurança impetrado pelo Banco do Brasil contra o SEEB/MA, no qual o pedido do SEEB/MA é totalmente sem “pé nem cabeça”, coisa típica para “encher linguiça” pois não conseguem articular com as negociações junto aos bancos, pelo ultra radicalismo e  incapacidade.

A despeito dessa realidade, vimos o SEEB/MA (que é um grupo político ligado a uma corrente ultra radical da 5a. coluna) com aventuras jurídicas. Ação (MSCiv 0016185-49.2020.5.16.0000 IMPETRANTE: BANCO DO BRASIL),

Como se vê, entretanto, “nada disso, pode servir para obrigar os Bancos a procederem à testagem diagnóstica do COVID19, a cada 21 dias, dos seus funcionários que estejam em trabalho presencial, enquanto viger as regras de isolamento social, pois não há qualquer norma legal vigente nesse sentido”.

Veja também: Acordo de dois anos e a luta dos Bancários de todo o Brasil, mantém garantias para os bancários.

“De acordo com o art. 5º, inciso II, da Constituição Federal, “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. O que se extrai do dispositivo é um comando geral e abstrato, do qual concluímos que somente a lei poderá criar direitos, deveres e vedações, ficando os indivíduos vinculados aos comandos legais, disciplinadores de suas atividades”.

Há uma diferença crucial entre o que o povo percebe, no nosso caso o bancário, e um fato lido por um apresentador de TV, no nosso caso, os distribuidores de jornais que chegam mensalmente as agencias (as vezes atrasam alguns meses) e dão sempre a mesma resposta: “liga lá no Sindicato” ou “liga lá no jurídico”.

Veja mais: Justiça do Acre obriga Santander a proteger Bancários da pandemia 

Essa grave crise pandêmica que assola o mundo serviu para expor essas verdades de um serviço de representação sindical deficiente do ponto de vista político e da prestação de serviços que é o fato representativo na esfera jurídica.

A Diretoria do SEEB/MA nao estão preocupados em representar, mas em em “encher balão”, “fazer fumaça” e demonizar constantemente a oposição, usando uma forma terrível de se comunicar, e que funciona pro interesse deles na própria proteção de suas zona de conforto onde estão imersos há duas décadas, alguns ali, inclusive se aposentando.

Este fato demonstra claramento o total desconhecimento das necessidades laborais dos bancários, onde tem agencias com ocorrencia de COVID e não se vê os Diretores, exigindo, através da negociação direta com os bancos, pedidos plausíveis e dentro da ordem jurídica e laboral.



O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, destaca que o caminho é a negociação, coisa que eles não conseguem fazer, não podemos aceitar que os funcionários sejam prejudicados e os sindicatos sequer sejam ouvidos. Vamos procurar o banco para discutir sobre isso”, disse. E quando falamos em sindicatos não serem ouvidos, aqui no MA a situação é pior, o SEEB/MA não quer ser ouvido.


Retirada de direitos
“Estamos num daqueles momentos em que o governo se aproveita da situação para priorizar bancos e empresas”, disse o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Junior, à Rádio Brasil Atual, no seguinte à edição da MP pelo governo.

As pessoas que vivem vendendo sonhos - não diferente a atual Diretoria do SEEB/MA que já completa, pasmem! 20 anos de poder! 20 anos de “zona de conforto”, estabilidade, acomodação.

Portanto, enquanto os sindicatos do restante do Brasil estão correndo atrás de direitos dos bancários a Coréia do Norte (SEEBMA) ficam fazendo Live de besteirol !

E continuam sem fazer nada pela categoria local !

Ano que vem terá eleições e irão aparecer novamente nas agências depois de três anos de hibernação....

Abrem seus olhos são quase 20 anos do mesmo grupo político no poder !


Se gostou dessa publicação encaminhe para alguém ficar informado assim como você.
E não esqueça de seguir nossas redes sociais,
para mais informações sobre as notícias bancárias, c
lick nos ícones para acessar nossas redes sociais.

     


terça-feira, 19 de maio de 2020

Há uma injustiça contra a Caixa Econômica Federal




As críticas à Caixa Econômica Federal extrapolaram o limite da razoável para se transformar em arma política. Há problemas na distribuição dos R$ 600 aos milhões de brasileiros aptos a receber o auxílio emergencial. Mas basta olhar o tamanho do Brasil, o número de pessoas habilitadas, a capilaridade da distribuição e as dificuldades da infraestrutura pra compreender que a Caixa não pode fazer milagre.

O banco já havia pago até sexta-feira, mais de 19 milhões de benefícios. Lançou site, aplicativo e tentou organizar as suas agências. Arrisco a dizer que, em meio a crise e à escassez de tempo, a Caixa vem fazendo um bom trabalho, que precisa sim ser aperfeiçoado, mas que mostra resultados concretos.


Mesmo quem tem uma empresa pequena que usa tecnologia, sabe dos problemas constantes com a instabilidade da rede, velocidade de transmissão, ataques de invasores e preenchimento errado de dados pelos clientes, só para citar alguns. Mesmo uma simples compra no cartão de crédito, muitas vezes acaba trancando no sistema.


Uma operação financeira do tamanho da organização pela Caixa, e no tempo em que está sendo feita, seria um desafio para qualquer nação do mundo, mesmo para as mais desenvolvidas.


As dificuldade de pagamento por outro lado, nos serve de alerta para uma realidade até escondida: a exclusão digital. Cerca de dois milhões de brasileiros, descobriu-se agora, não possuem sequer uma certidão de nascimento. O número dos que não têm internet é muito maior. E não é culpa da Caixa Econômica Federal, o nosso SUS do sistema financeiro.




Por Tulio Milman



Se gostou dessa publicação encaminhe para alguém ficar informado assim como você.
E não esqueça de seguir nossas redes sociais,
para mais informações sobre as notícias bancárias, c
lick nos ícones para acessar nossas redes sociais.

     

Justiça do Acre obriga Santander a proteger bancários do coronavírus



Em face da pandemia do coronavírus, a Justiça do Trabalho do Estado do Acre obrigou o banco Santander a reconhecer atestado médico como documento válido não só para dispensar os empregados com a doença, mas também para adotar todas as medidas sanitárias de desinfecção do ambiente de trabalho
A decisão também determina que o banco feche, pelo prazo de 24 horas, para ampla desinfecção, o local de trabalho do bancário ou terceirizado contaminado por covid-19, com atestado médico ou exame específico. 
A sentença ainda determina a dispensa das atividades presenciais para os empregados, ou funcionários terceirizados, que tiveram contato direto com empregado comprovadamente contaminado pela covid-19 e esteja dentro do prazo de incubação da doença de dois a quatorze dias. 

Veja também: Os bancários do MA em meio a pandemia,  precisam de mais ação do SEEB 
O Santander terá de cumprir as determinações da Justiça, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, reversível para entidade assistencial, pelo descumprimento de cada obrigação, até o cumprimento efetivo da obrigação respectiva. 
A ação foi ajuizada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Acre. 
“A essa altura, é pública e notória a gravidade da situação vivenciada mundialmente ante a Pandemia provocada pelo novo Coronavírus, patologia conhecida por COVID 19, o que torna incontestável a necessidade da manutenção dos serviços bancários, tidos como essenciais, mas em condições adequadas”, escreveu em sua sentença a juíza Joana Maria Sa de Alencar, da 4ª Vara do Trabalho de Rio Branco. 
“Destarte, mostra-se imprescindível que sejam adotadas providências para proteção dos profissionais ora substituídos e da população que utiliza os serviços bancários. A situação emergencial da saúde pública que atinge não apenas nosso país, mas todos os Estados soberanos a nível mundial, vem sendo diariamente noticiada, e o agravamento da situação em diversos estados da nossa Federação também é causa diuturna de grande preocupação”, enfatizou a magistrada. 
Alencar ressaltou ainda que o artigo 7º da Constituição Federal estabelece direitos mínimos aos trabalhadores, entre eles a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança, a fim de proteger a completude e integridade física dos trabalhadores, devendo esta obrigação ser observada pelos empregadores no cumprimento da função social do empreendimento. 
Também evocou o artigo 196 da Constituição: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução dos riscos de doença e de outros agravos e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”
“Apostamos sempre na negociação. Mas a direção do Santander prioriza o lucro, e desrespeitou os acordos. Por isso, é uma decisão importante da Justiça do Acre em um momento em que o Santander sinaliza que irá reabrir seus locais de trabalho, sem negociação prévia com os sindicatos, em um claro desrespeito à mesa de negociações da Fenaban e à vida dos trabalhadores, e na contramão das determinações da Organização Mundial da Saúde, já que o Brasil ainda sequer atingiu o pico de contaminação da covid-19, que já matou mais de 16 mil pessoas no país”, afirma Marcelo Gonçalves, diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancário do Santander. 
“A Justiça do Acre agiu de forma célere e firme. E a Justiça de São Paulo ? Está ao lado das leis e dos trabalhadores? Ou dos bancos e a ganância dos rentistas?”, questiona Marcelo. 
Os bancários devem denunciar ao Sindicato situações que comprovem que o Santander não está respeitando a vida e a saúde dos seus trabalhadores: atestados médicos desautorizados; agências que continuam operando mesmo com casos comprovados de covid-19, e bancários que não foram afastados mesmo após terem tido contato com colegas que contraíram a doença.
Em caso de desrespeitos, os trabalhadores também podem comunicar a Vigilância Sanitária, pelo telefone 156.

Se gostou dessa publicação encaminhe para alguém ficar informado assim como você.
E não esqueça de seguir nossas redes sociais,
para mais informações sobre as notícias bancárias, c
lick nos ícones para acessar nossas redes sociais.

     

Contraf-CUT realiza Conferência Livre dentro da 5ª Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras

Evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial na sede da Contraf-CUT, e virtual por meio da plataforma Zoom A Confed...