PODCAST OPOSICAO BANCARIA

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Mulheres da Fetrafi/NE e Contraf-CUT brilham na 6ª Conferência Uni Global das Mulheres, destacando representatividade global



 

Nos dias 25 e 26 de agosto, a cidade da Filadélfia se tornou o epicentro de discussões e ações voltadas para a equidade de gênero e os direitos das mulheres no mundo do trabalho. A 6ª Conferência Uni Global das Mulheres reuniu 582 participantes, provenientes de 202 sindicatos, representando 73 países distintos. O evento se mostrou um fórum inspirador para abordar as lutas e desafios enfrentados por mulheres trabalhadoras globalmente, além de destacar o papel fundamental dos sindicatos na promoção da igualdade.

A conferência prévia ao 6º Congresso da UNI Global Union contou com a participação notável das mulheres da Fetrafi/NE (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Nordeste) e Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro ligada à Central Única dos Trabalhadores). Dentre as participantes, a delegação brasileira ganhou destaque pela intensidade de suas intervenções e posições firmes em relação aos desafios específicos enfrentados pelas mulheres no Brasil.

Sandra Trajano, Secretária de Finanças da Fetrafi/NE e Diretora do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, compartilhou suas impressões sobre o encontro: “Ao final da sexta edição da Conferência Uni Global para as Mulheres, saímos daqui com uma imensa gratidão por poder participar e vivenciar a luta das mulheres no mundo do trabalho. Ao redor do mundo, somos muito iguais em nossos problemas, mas também diferentes pelas dificuldades que cada país enfrenta. Saímos com a certeza de que a união dos trabalhadores é crucial, e o fortalecimento dos sindicatos é mais necessário do que nunca. Aos poucos, as mulheres estão conquistando espaços e superando dificuldades. Este é um momento de ouvir, entender e aprender com as diversas experiências compartilhadas”. Segundo a secretária, a participação da delegação brasileira foi essencial, com intervenções fortes e impactantes, destacando como o enfrentamento dos problemas das mulheres trabalhadoras tem nuances distintas em cada país. “Com essa experiência, aprendemos e avançamos, embora reconheçamos que a jornada ainda requer mais velocidade. A resistência que testemunhamos aqui é inspiradora” concluiu Sandra.

Neiva Ribeiro, Presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, ressaltou o progresso em termos de representatividade feminina: “Tenho a alegria de presidir um sindicato que possui 48% de mulheres na sua direção, com 10 mulheres entre 12 diretores executivos. Estamos ocupando cargos importantes e temos a terceira mulher presidenta de forma consecutiva. Isso é resultado das discussões estratégicas e políticas que implementamos para conquistar espaços de poder.” Neiva também celebrou sua eleição para o cargo de Vice-Presidenta da Uni Finanças Mundial, demonstrando a influência das mulheres brasileiras em âmbito global. 


Fernanda Lopes, Secretaria de Mulheres da Contraf-CUT, trouxe à tona a importância dos sindicatos como agentes de mudança social: “Nos últimos tempos, mesmo quando a ratificação da Convenção 190 da OIT parecia distante, nós, bancários brasileiros, lançamos o projeto Basta!, que visa apoiar mulheres vítimas de violência. Como sindicato comprometido com a cidadania, estamos atendendo mulheres em situações de violência que muitas vezes não encontram assistência nos setores públicos. Oferecemos amparo jurídico através dos nossos sindicatos. Já atendemos quase 400 mulheres, obtendo medidas de proteção para 385 delas. Estamos salvando vidas.”

A 6ª Conferência Uni Global das Mulheres consolidou-se como um fórum essencial para impulsionar a igualdade de gênero no cenário global, proporcionando um espaço vital para o compartilhamento de experiências, estratégias e conquistas das mulheres trabalhadoras. A participação ativa das representantes da Fetrafi/NE e Contraf-CUT reafirmou o papel crucial dos sindicatos na construção de um mundo de trabalho mais inclusivo e justo. As discussões iniciadas durante essa conferência certamente ecoarão além das fronteiras da Filadélfia, influenciando políticas e ações em prol das mulheres em todo o mundo.

Com informações da Contraf-CUT

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Projeto que libera abertura de bancos aos finais de semana volta a tramitar

Contraf e Fenae se reuniram com relator do projeto na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, o deputado Paulão (PT/AL), para explicar posição contrária à proposta

Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) se reuniram na segunda-feira (15) com o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT/AL), para tratar sobre o PL 1043/2019, que obriga os bancos a abrir as agências aos sábados, das 9h às 14h, e aos domingos, das 9h às 13h. O deputado Paulão é o novo relator do projeto.

“Trouxemos nossas preocupações e posicionamentos ao deputado e mostramos porque defendemos o arquivamento deste projeto”, disse o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira, o Jefão, que é o responsável da Confederação pelo acompanhamento das pautas de interesse dos trabalhadores em tramitação no Congresso Nacional. “Trata-se de um projeto pernicioso, que pode aumentar ainda mais a pressão por metas e o assédio sobre a categoria bancária, e, consequentemente, gerar ainda mais adoecimento de trabalhadores, que já sofre demais com as cobranças abusivas”, completou, ao lembrar que para a abertura em casos excepcionais, como feiras e eventos de negócios, ou situações emergenciais, são realizados acordos específicos para que bancários possam trabalhar em dias não úteis, sem que haja alteração na jornada de toda a categoria.

Jefão explicou ainda que a jornada da categoria é reduzida para que haja tempo de relaxamento para os trabalhadores, que desempenham suas tarefas em constante pressão, seja devido a cobrança abusiva de metas pelos gestores, seja porque manipulam grandes quantidades de recursos financeiros, o que gera sensação de insegurança e medo de assaltos. “A categoria é a que tem maior índice de afastamentos para tratamento de saúde, sendo os transtornos mentais o mal de maior incidência”, disse.

Segundo o autor da proposta, deputado David Soares (DEM/SP), o horário de funcionamento das agências, hoje, se sobrepõe à jornada de trabalho da maioria da população, sendo necessária a abertura das agências nos finais de semana.

O diretor de Administração e Finanças da Fenae, Marcos Saraiva, o Marcão, contesta a argumentação do autor do projeto e explica que a digitalização do setor bancário e o aumento das transações digitais é uma realidade que contempla a necessidade da população. E ressalta os prejuízos aos trabalhadores.

“Se o objetivo é melhorar o atendimento à população, deveria aumentar as contratações, colocar mais bancários nas agências. Na nossa opinião, a intenção da proposta é atender o interesse do mercado financeiro e aumentar ainda mais o lucro dos bancos em detrimento da saúde dos trabalhadores”, enfatizou Marcão.

Luta antiga

Desde 2019, quando o autor do projeto apresentou a proposta, o movimento sindical bancário vem lutando contra sua aprovação, o que levou à retirada de pauta diversas vezes. “Queremos mais do que a retirada de pauta, queremos o arquivamento definitivo”, disse Jefão.

O dirigente da Contraf-CUT lembra, no entanto, que antes mesmo do PL 1043/2019, já houve diversas tentativas de aprovação de leis que autorizam a abertura dos bancos aos finais de semana.

“A pauta já surgiu no Congresso de diversas formas, por projetos de lei ou por medidas provisórias. Até mesmo colocadas como ‘jabutis’ em propostas sem qualquer ligação com o tema. Seja por sua ilegalidade, seja pela pressão exercida pelos trabalhadores, conseguimos derrubá-las. Mas o assunto, vira e mexe, volta à pauta. Com certeza existem interesses escusos nisto”, ressaltou Jefão.

“Temos que nos manter mobilizados e continuar acompanhando este projeto e todos os outros que são interesse dos trabalhadores, para lutar contra aqueles que nos prejudicam e apoiar aqueles que nos trazem novas conquistas”, concluiu Jefão.

Fonte: Contraf-CUT, com Fenae

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Atenção: prazo para utilizar a folga assiduidade termina em 31 de agosto

Para ter direito, o bancário não pode ter falta injustificada registrada no período de 01/09/2022 a 31/08/2023.


Os bancários que ainda não aproveitaram a folga assiduidade devem fazer a solicitação ao RH do banco para utilizar até 31 de agosto de 2023. A a folga assiduidade é um direito garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho - CCT 2022/2024, cláusula 14, da categoria bancária.

A folga não pode ser convertida em pecúnia, não adquire caráter cumulativo e não poderá ser utilizada para compensar faltas ao serviço. O banco que já concede folgas ao empregado, como “faltas abonadas”, “abono assiduidade” ou “folga de aniversário”, fica desobrigado do cumprimento da cláusula, sempre observando que essa folga deve ser em dia útil.

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Bancários definem resoluções de luta pela democracia

Delegados também aprovaram resoluções para a organização dos comitês de luta, brigadas digitais e dos trabalhadores do ramo financeiro, com o objetivo de ampliar a luta pela distribuição de renda, contra as fake news e pela melhora das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores e todos os temas de maior relevância no debate nacional


A 25ª Conferência Nacional d@s Bancári@s se encerrou neste domingo (6), com bancárias e bancários mostrando a necessidade de maior organização dos trabalhadores do ramo financeiro, com organização dos comitês de luta e brigadas digitais, para ampliar mobilização da luta por reforma tributária com distribuição de renda, regulamentação das plataformas digitais, melhorar as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores, defender os bancos públicos e consolidar a democracia. No total, as plenárias contaram com 636 delegados representantes da categoria de todo o país e 98 convidados.

“Tivemos excelentes debates nestes três dias de conferência e tiramos resoluções sobre os principais temas de ação dos trabalhadores do ramo financeiro. Elas vão orientar o posicionamento do Comando Nacional e das entidades sindicais do nosso campo na luta pela manutenção de nossos direitos e novas conquistas”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

Mas, além da Conferência Nacional, Juvandia ressaltou o processo de debate realizado. “É um dos processos mais democráticos e bem organizados do Brasil, que acontece desde as bases, passa pelas conferências locais e regionais, até chegar ao âmbito nacional”, disse. “É um debate muito rico, mas também fazemos uma consulta à base, para que a categoria bancária possa opinar sobre os temas mais importantes para nossa luta. E esse processo é valorizado pelo Comando, como parte de formação e mobilização”, completou.

Resoluções

Foram aprovadas seis resoluções para orientar a luta pela reforma tributária com tributação progressiva, que promova a distribuição de renda, onere os mais ricos e promova isenção maior para os mais pobres, tributação sobre os latifúndios e grandes fortunas e isenção da PLR, entre outros pontos.

Também foi aprovada resolução sobre a organização do ramo financeiro, com a continuidade de identificação de todos os trabalhadores nas regiões do país e suas entidades representativas e mobilização, para que a reforma sindical seja um instrumento formal para o reconhecimento da representação por ramo de atividade econômica.

Outra resolução foi pela regulamentação das plataformas digitais, para que haja a garantia da proteção dos direitos e privacidade dos usuários, com ambiente mais seguro contra abusos, assédio, discurso de ódio e outros conteúdos prejudiciais à vida em sociedade. Mas, também para que as plataformas sejam tributadas de acordo com a atividade econômica que realizam, evitando evasão fiscal e garantindo a arrecadação de recursos para o Estado.

A quarta resolução, relacionada ao tema da Conferência e a tudo o que foi debatido nestes três dias, direciona a luta pela busca de “democracia sempre”, por um país democrático, socialmente justo e ambientalmente sustentável. Uma democracia sólida, que garanta direitos e liberdades individuais, assim como a participação ativa dos cidadãos na tomada de decisões. Uma democracia com políticas públicas orientadas para a redução das desigualdades sociais e que proporcionem igualdade de oportunidades para todos, independentemente da origem social, raça, gênero ou religião. Uma democracia que adote políticas de conservação dos recursos naturais, com redução das emissões de gases que causam efeito estufa, promova o uso das energias renováveis, a preservação da biodiversidade e a promoção do desenvolvimento sustentável em todas as áreas e promova a transição para uma economia verde, com estímulo à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas e renováveis para gerar empregos e criar uma economia.

A quinta resolução foi pelo fortalecimento dos Comitês de Luta e das Brigadas Digitais da Classe Trabalhadora, para que o movimento sindical aumente sua participação e sua influência questões sociais, políticas e econômicas em debate na sociedade.

A sexta e última resolução é pelo fortalecimento da campanha “Menos metas, mais saúde”, pela luta contra a gestão e práticas de assédio moral em decorrência dos programas de resultados vinculados a metas abusivas praticadas pelos bancos, que causam adoecimento dos bancários no ambiente de trabalho.

Moções e propostas

Também foram aprovadas as propostas encaminhadas pelas conferências regionais como orientações para a ação do Comando Nacional e da categoria e nove moções em apoio as deputadas vítimas de violência política e assédio de gênero; de repúdio ao Banco do Amazonas (Basa) pela demissão em massa do Quadro de Apoio; em defesa da Caixa Econômica Federal; em repúdio ao genocídio da população negra e a violência seletiva da Polícia Militar; em repúdio ao “Agiliza” nas salas de autoatendimento da Caixa; em apoio à proposta de retorno do Vale-Cultura; em repúdio contra as ações e práticas antissidincais do banco Santander; em apoio à campanha “Por uma Caixa Sem Retrocessos e 100% Pública”; e em apoio de pela isenção da mensalidade sindical no IR.

Correntes políticas

As correntes políticas que compõem o Comando Nacional dos Bancários também se posicionaram no encerramento da 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro

Fabiano Moura, presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e representante da Artban, enalteceu a discussão de temas de extrema relevância para a categoria durante o evento. “Abordamos desde a modernização e avanço tecnológico até os impactos da inteligência artificial, não apenas na vida dos cidadãos, mas também diretamente em nosso setor. Promovemos debates cruciais sobre a conjuntura nacional e internacional, fortalecendo a luta dos trabalhadores bancários diante dos desafios iminentes. Após cada encontro, reforçamos ainda mais nossa unidade e reafirmamos o poder que temos quando trocamos ideias e discutimos juntos as diretrizes para continuar nossa batalha nos estados e por todo o Brasil. É por isso que a Conferência Nacional dos Bancários segue sendo um evento símbolo para categoria e para democracia. Somente a luta nos garante!”.

Leonardo dos Santos Viana, presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região e representante da Central Sindical (CTB), falou sobre a Conferência e também sobre a posição da CTB em relação aos encontros dos bancos públicos. “Para nós da CTB é fundamental o fortalecimento desses momentos de diálogo da categoria pra gente poder retomar as conquistas que nos foram retiradas nos últimos tempos. Inclusive, para a Conferência, é importante a gente estar atento ao que vem acontecendo no nosso cotidiano, é tanto que nós propomos uma moção de repúdio ao governador Romeu Zema que tem incentivado a frente do sul e sudeste para enfrentamento ao nordeste, no que diz respeito à questão da reforma tributária, que a gente sabe que esse separatismo só prejudica o país ao invés de ajudar a fortalecer nossa democracia e construir um país mais justo e menos desigual.”

Manoel Elídio Rosa, o Mané Gabeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de São Paulo, Osasco e Região, da Contraf-CUT e representante da Intersindical, iniciou sua intervenção parabenizando todos os delgados e delegadas da Conferência e exaltando a participação e a oportunidade de aprender também com a juventude. Em seguida, o dirigente apontou o principal desafio atual: “Nós vencemos uma eleição muito difícil! Vencemos pela unidade da esquerda e pela unidade democrática. Mais que isso, vencemos pelo voto do pobre, dos nordestinos e das mulheres. E, agora, precisamos mudar a realidade econômica do País, pois 60% dos trabalhadores estão no mercado informal e nós precisamos dialogar com esses trabalhadores”, apontou. “Nossa tarefa é resgatar a justiça social, a solidariedade e a organização coletiva”, completou.

Mané Gabeira também destacou a importância dos Comitês Populares de Luta e encerrou sua fala pontuando as contribuições que a categoria bancária pode dar ao Governo Lula, sobretudo com os bancos públicos (BNDES, Caixa e Banco do Brasil). “Viva a unidade da categoria bancária, que lutou bravamente nesses seis anos de fascismo e ajudou a garantir a volta da democracia brasileira e de um governo popular!”, concluiu.

Juberlei Baes Bacelo, secretário de Comunicação da Fetrafi Rio Grande do Sul e representante da corrente política CUT Socialista e Democrática (CSD), ressaltou a importância da Conferência, mesmo não sendo um ano de negociação para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. “O momento político, em âmbito nacional e mundial, é desafiador. Se de um lado, aqui no Brasil, conseguimos uma grande vitória com a eleição de Lula, temos uma ultradireita forte, que elegeu um Congresso mais conservador e a maioria dos governadores. Em termos mundiais, temos uma conjuntura de destruição do planeta, concentração de renda e novas tecnologias que são apropriadas apenas para aumentar o lucro do poder econômico e não para uma vida melhor para todas e todos”, completou.

Juberlei chamou ainda os delegados e delegadas a saírem da 25ª Conferência Nacional com a noção de que a luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. “Temos que fazer uma ligação entre esses cenários [brasileiro e mundial] junto às nossas bases, temos que vincular todos os desafios à uma luta maior, que não se resume ao nosso umbigo. É evidente que temos questões específicas à nossa categoria, mas temos que compreender que estamos inseridos em um contexto maior que torna ainda mais importante a unidade, a mesma unidade que foi fundamental para vencer Bolsonaro nas urnas, é essa mesma unidade, entre toda a classe trabalhadora, que se torna fundamental para superar os desafios colocados nesta conjuntura”, explicou.

Lourival Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região e representante da corrente política Unidade, destacou que a conferência foi decisiva em orientar a organização da categoria. “Discutimos dados e informações reunidos em pesquisas sólidas, para estarmos cada vez mais fortes e unidos, muito mais fortalecidos como categoria”, garantiu. “Neste ano, também cumprimos a missão de discutir diretrizes para o Congresso da CUT, que são pontos que vão além dos bancários e alcançam toda a classe trabalhadora”, lembrou Lourival. O dirigente também ressaltou “outro ponto forte, que foi o debate sobre o Brasil que nós queremos, em que o tema da democracia foi fundamental, pois temos que olhar o país não apenas pelo interesse da categoria, mas de uma forma mais abrangente, que contemple toda a sociedade”.

Paulo Alves Junior, presidente do Sindicato dos Bancários de Macaé e representante da corrente política Fórum, lamentou o cenário devastador no segmento bancário, com fechamento de agências e demissões, que amentam consideravelmente a sobrecarga de trabalho, além do assédio moral sofrido diariamente proveniente de cobrança de metas inatingíveis, que agravam ainda mais o quadro de saúde mental dos trabalhadores. “Diante deste cenário crítico, nossa responsabilidade como representante da categoria, torna-se cada vez mais relevante e essencial para a criação de ambientes melhores para o trabalhador. Em nome desse desafio em comum, mais do que nunca, há a necessidade de união de todos nós”.

Para ele, o avanço nas cláusulas sociais é evidente. “Entretanto, diante da realidade vivida no setor bancário se faz necessário permanecermos atentos e mobilizados em busca de novas conquistas. Há tempos sabemos do desinteresse dos bancos em tratar seriamente desses temas que tanto afetam a vida do trabalhador”.

Fonte: Contraf-CUT

sábado, 5 de agosto de 2023

Nota da Oposição Bancária do Maranhão



Oposição Bancária do Maranhão esteve presente no 14º Congresso Estadual da CUT. A retomada da nossa participação é um reconhecimento do papel da entidade e de sua história de luta no Estado.

A Oposição Bancária entende a importância em celebrar os 40 anos neste momento histórico e de mudanças e melhorias para o conjunto da classe trabalhadora. E não poderíamos ficar de fora enquanto atores sociais. Somos um grupo que, a cada dia, vem consolidando um trabalho árduo por excelência, na iniciativa em retomar o Sindicato dos Bancários para quem deve representar de direito e fato.

É preciso aprofundar o papel da CUT nesta conjuntura, definindo quais as estratégias para enfrentar os novos desafios. A Oposição Bancária efetivamente faz parte também deste atual cenário.

A Oposição Bancária reconhece que o Congresso da CUT Maranhão é espaço de debate formativo e importante para discussão e troca de informações entre todos os setores da sociedade. Isto inclui nós bancários.  

Defendemos o debate de ideias, o papel social da entidade e, acima de tudo, o método construído em todos os espaços para a formação de uma chapa.

A Oposição Bancária parabeniza o companheiro Manoel Lages pela reeleição e conjunto da diretoria eleita para os próximos quatro anos.

#JuntosSomosMaisFortes!

#OposiçãoBancariadoMa